120 anos de cinema brasileiro

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Cena do filme Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha (1964)

Em 19 de junho de 1898, o cinegrafista italiano Affonso Segretto, ao desembarcar no Rio de Janeiro vindo da Europa, filmou sua chegada ao país. O registro pioneiro do território nacional, batizado de Uma vista da Baía de Guanabara, não sobreviveu ao tempo, mas o feito ficou marcado como o Dia do Cinema Brasileiro.

Hoje, após 120 anos, o cinema nacional apresenta uma trajetória marcada por diversas fases, como as chanchadas, o Cinema Novo e a consagração de filmes com mais de 5 milhões de espectadores. Para refletir sobre esses diversos períodos, a Editora Unesp destaca livros que abordam a temática. Os títulos estão em promoção até 2 de julho. Confira abaixo a seleção: 

Cinematographos
Autor: Guilherme de Almeida | Organizadores: Donny Correia e Marcelo Tápia | 679 páginas | De R$ 95 por R$ 76

Crítica cinematográfica: uma vertente - hoje quase desconhecida - da produção do poeta modernista Guilherme de Almeida (1890-1969) que certamente causa uma grata surpresa ao leitor. Por meio dela, aqui representada por 218 textos, publicados entre 1926 e 1942 no jornal O Estado de S. Paulo, é possível reviver o período de transição entre a "arte do movimento silencioso" e o filme falado, bem como a presença pujante dos cinemas em São Paulo nas primeiras décadas do século XX e sua importância no cotidiano cultural da cidade.  

Estado e cinema no Brasil
Autora: Anita Simis | 304 páginas | De R$ 64 por R$ 51,20

O objetivo do livro não é retraçar a relação entre Estado e cinema no Brasil até o momento presente, mas sim identificar e comparar tal relação em dois momentos políticos distintos, o regime autoritário e a democracia. São trabalhados em detalhe os aspectos políticos relacionados à economia e à legislação cinematográfica. O leitor interessado em cinema brasileiro encontrará nesta terceira edição ampliada do estudo de Anita Simis profunda reflexão e pesquisa sobre o desenvolvimento pregresso do cinema brasileiro, que são preciosos insumos para a análise do atual momento da nossa indústria cinematográfica.   

Humberto Mauro e as imagens do Brasil
Autora: Sheila Schvarzman| 400 páginas | De R$ 66 por R$ 52,80

Uma nova obra de referência, que abre espaço para que Humberto Mauro, artista mineiro, considerado o mais brasileiro dos diretores do cinema nacional, seja conhecido na totalidade das facetas de sua ampla filmografia. Mauro fez filmes entre 1925 e 1974, e construiu uma trajetória repleta de imagens que se tornaram matrizes do cinema brasileiro. Neste livro, que relata os 50 anos de atividade de Humberto Mauro e discute a possibilidade da existência de um cinema brasileiro e dos seus vínculos com a grande arte universal, a autora reflete sobre a possibilidade de filmar o Brasil e seu povo sob um olhar também nacional. Com essa proposta, o estudo ilumina o Cinema Novo e ajuda a projetar hipóteses sobre os caminhos da produção nacional.  

A Cinemateca Brasileira
Autor: Fausto Douglas Correa Jr.| 296 páginas | De R$ 48 por R$ 38,40

O livro aborda o conceito de cinemateca desde o surgimento das primeiras coleções de filmes até os dias atuais, enfocando o final da década de 1950 e início da de 1960, quando um modelo específico de cinemateca, do qual o grande ideólogo foi Henri Langlois, é colocado em xeque no âmbito da Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF). O texto procura compreender ainda as especificidades da experiência brasileira no panorama político e cultural do país, analisando sobretudo o projeto político/pedagógico da instituição para o campo da educação e de políticas culturais no Brasil no período entre 1952 e 1973. 

Cinematógrafo
Organizadores: Jorge Nóvoa, Soleni Biscouto Fressato e Kristian Feigelson | 496 páginas | De R$ 78 por R$ 62,60

O principal objetivo desta obra é reforçar as pesquisas científicas entre os pesquisadores franceses e brasileiros no domínio das relações entre o cinema e as sociedades que denominamos, a partir de Marc Ferro, de cinema-história. O livro reúne contribuições de pesquisadores reconhecidos em três áreas principais: os fundamentos teóricos da história e das ciências sociais e da representação dos processos históricos, a construção e a reconstrução do passado no cinema e os filmes como lugar de memória e de identidade que se cruzam no discurso fílmico. Os fenômenos são assim circunscritos a partir de um conjunto de suportes audiovisuais pouco abordados no Brasil, sob o ângulo da teoria cinema-história.  

Ditadura em imagem e som
Autora: Caroline Gomes Leme | 336 páginas | De R$ 60 por R$ 48 

O livro busca apreender os enunciados sociais e culturais construídos sobre o regime militar para analisar de que forma o cinema ressignificou e vem ressignificando o passado, verificar questões ainda obscurecidas, ambiguidades e tensões presentes na interpretação do processo histórico. “Trata-se, assim, de apreender os filmes como “intérpretes” do passado a partir de seu lugar no presente, procurando compreender como a sociedade concebe a si mesma e a seu passado, dentro dos limites e condições de seu tempo”, diz a autora. 

A grande arte da luz e da sombra
Autor: Laurent Mannoni | 514 páginas | De R$ 98 por R$ 78,40

Considerado um dos melhores e mais abrangentes estudos mundiais sobre o período "pré-cinema", este livro é de grande importância para o estudo da arte, da fotografia e da sétima arte. Aponta ainda como efeitos do cinema contemporâneo, como fades e panorâmicas, foram inventados e empregados nos séculos XVIII e XIX. O cinema, arte e indústria, atravessou o século XX e começa o XXI numa trajetória bem documentada, repleta de fatos e personagens à disposição de quem queira conhecê-los, em filmes, livros e jornais.  

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp