Carnaval com sabor de cultura

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

No Brasil, o Carnaval já chegou a ser adiado. Isso aconteceu no ano de 1912 quando José Maria Paranhos da Silva Junior, mais conhecido como Barão do Rio Branco, faleceu. Sua morte foi sentida pela população e pelo governo, que declarou luto oficial e transferiu a festa para o mês de abril.  

O significado da data remete a muitos contextos, inclusive o de que a festa servia para celebrar as grandes colheitas e louvar deuses pagãos na Antiguidade. Incorporado pela Igreja Católica, o Carnaval passou a demarcar a Quaresma, época de jejum para a Páscoa. 

Para deixar o feriado com ainda mais gosto de cultura, a Editora Unesp indica títulos que mergulham no significado, na história e nas curiosidades da festa. Os livros estão com 30% de desconto até 14 de fevereiro. Confira abaixo: 

Os carnavais de rua e dos clubes na cidade de São Paulo
Autora: Zélia Lopes da Silva | Páginas: 268 | De R$ 54 por R$ 37,80

Este livro apresenta uma análise do carnaval de rua e de clubes das décadas de 1920 e 1930, procurando trazer para o leitor as motivações que mobilizaram homens e mulheres em torno dos festejos e, também, perscrutar os significados por eles atribuídos às diversas brincadeiras em que estiveram envolvidos,redefinindo esses festejos, quando eles não mais correspondiam aos seus interesses.

Festa de negro em devoção de branco
Autor: José Ramos Tinhorão | Páginas: 160 |  De R$ 34 por R$ 23,80

Alicerçado em uma minuciosa pesquisa histórica, este livro demonstra como a cultura africana, levada a Portugal pelos negros escravos, influenciou e foi influenciada no contato com a cultura católica lusitana. O autor nos mostra como esse encontro de diferentes, ainda que pautado em interesses políticos e religiosos,resultou na expressão de uma nova identidade cultural – uma festa de iguais.  

O dia em que adiaram o Carnaval
Autor: Luís Cláudio Villafañe G. Santos | Páginas: 280 | De R$ 50 por R$ 35

Tido como o responsável pela consolidação do território brasileiro, o Barão de Rio Branco conquistou em vida a aura de herói nacional. Sua morte, em 1912, levou o governo a declarar luto oficial e a adiar o Carnaval de fevereiro para abril. Esse episódio ímpar é o ponto de partida de Luís Cláudio Villafañe G. Santos nesta obra que discorre sobre as complexas relações entre Estado, território e poder político no Brasil. 

Morte e progresso
Organizador: Francisco Foot Hardman | Páginas: 143 | De R$ 34 por R$ 23,80

O difundido retrato da suposta cordialidade brasileira, ilustrada pelos cenários carnavalescos ou pelo futebol, sistematicamente oculta a violência do preconceito, da exclusão e da repressão sociais. A eficiência com que as elites ocultam essa face brutal de nossa sociedade exige um trabalho de rastreamento. Os ensaios que compreendem este livro têm por objetivo justamente levar a cabo essa tarefa ao criticara imagem e autoimagem da República.

Carnaval no convento
Autor: Odil de Oliveira Filho | Páginas: 118 | De R$ 28 por R$ 19,60

Tomando como ponto de partida o Memorial do convento, de José Saramago, o esquema interpretativo do autor, fundamentado em Bakhtin, Benjamin, Barthes e Antonio Candido, permite que se desvendem as principais tensões sobre as quais este romance se estrutura: o discurso narrativo dos períodos de formação da literatura portuguesa versus os modos e as formas do romance da modernidade. 

Dimensões da cultura e da sociabilidade
Autora: Zélia Lopes da Silva | Páginas: 213 | Download gratuito

 Como era o Carnaval em São Paulo antes da consagração das escolas de samba e antes da consolidação em solo paulista do modelo de desfile similar ao que já vigorava no Rio de Janeiro? Zélia Lopes Silvia busca rastrear e investigar as muitas formas de diversão dos foliões e traçar o perfil desses carnavais na cidade de São Paulo, de 1940 a 1964. Vindo preencher uma lacuna nos estudos sobre o tema nesse recorte de tempo – há pouquíssimos estudos sobre os folguedos carnavalescos ocorridos em São Paulo entre 1940 e 1964 –, essa obra mergulha em um período que, embora não tenha sido aquele em que o Carnaval paulista conheceu seu maior esplendor, apresentou nos festejos de Momo importantes signos da sociabilidade da época. 

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp