Clássicos do Catálogo | 'Metafísica do belo', de Schopenhauer

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A filosofia de Arthur Schopenhauer inicia como oposição e crítica à filosofia de Hegel

A seção Clássicos do Catálogo desta semana destaca a obra de Arthur Schopenhauer, Metafísica do belo, publicada pela Editora Unesp em 2003.

A tradução realizada por Jair Barboza compreende o conjunto de preleções lidas pelo filósofo em 1820, na Universidade de Berlim. A elas se juntam as preleções intituladas Teoria de toda a representação, pensamento e conhecimento; Metafísica da natureza; e Metafísica da estética. Mediante tais textos tem-se um acesso dos mais claros e didáticos ao pensamento do filósofo de Frankfurt, que já primava pela clareza expositiva, contra a corrente estilística germânica de sua época e seguindo a tradição britânica.

As preleções permanecem atuais não só pela investigação da essência íntima da beleza, mas também pela ressonância em diferentes autores, como Nietzsche, Freud e Machado de Assis. O filósofo eleva a arte a uma categoria suprema e reconhece, na contemplação desinteressada, uma forma de neutralizar momentaneamente o sofrimento existencial.

Schopenhauer edificou uma visão de mundo que moldou a visão moderna, sendo fundamental para a constituição dos sistemas filosóficos e científicos de autores como Nietzsche, Freud, Wittgenstein e Popper, sem falar de seu impacto na obra de escritores como Tolstoi, Jorge Luis Borges, Thomas Mann, Machado de Assis e Augusto dos Anjos. Também foi o primeiro filósofo ocidental a realizar a intersecção de toda a  filosofia de inspiração platônica-kantiana com a filosofia oriental. 

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Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp
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