Clássicos do Catálogo: 'Reflexões e máximas', de Vauvenargues

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quarta-feira, 24 de março de 2021

Propriedade em Vauvenargues, comuna da França cujo título de marquês pertencia a Luc de Clapiers

Antes do surgimento da Psicologia, os chamados moralistas desempenhavam esse papel de observadores dos comportamentos humanos. Luc de Clapiers, o marquês de Vauvenargues, é um dos mais conhecidos moralistas franceses do século XVIII e suas Reflexões e máximas, seleção de frases curtas sobre as relações humanas e a estatura moral de seus contemporâneos, é o destaque da seção Clássicos do Catálogo desta semana. 

Algumas vezes, esta vocação dos moralistas para revelar os segredos da alma humana resultava, como em La Rochefoucault, em uma visão pessimista. Mas não é exatamente esse o caminho percorrido por Vauvenargues, que, mesmo crítico, se mantém otimista em relação ao ser humano. Ele traz em seu texto as ambiguidades de seu tempo, revelando uma alma aristocrata seduzida pelo espírito iluminista. Se sua visão crítica da psicologia humana o remete aos autores do século anterior, simultaneamente admira Voltaire.

Autor importante para a literatura francesa do século XVIII, Vauvenargues segue esquecido como ensaísta e crítico literário. Mas o Vauvenargues moralista sobrevive, principalmente por causa de sua agudeza de sua visão psicológica dos defeitos e virtudes humanos. E suas observações seguem ferinas, como revela uma seleção aleatória de suas frases: “Desprezamos muitas coisas para não desprezar a nós mesmos”; “O comércio é a escola da trapaça”; ou “Os homens não se compreendem uns aos outros. Há menos loucos do que pensamos”.

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