Clássicos do Catálogo | Rosa Luxemburgo em três volumes

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

A sessão Clássicos do Catálogo desta semana destaca três volumes da obra da autora Rosa Luxemburgo: textos escolhidos – Volume 1 (1899-1914)Volume 2 (1914-1919);  Volume 3 - Cartas, publicação organizada por Isabel Loureiro.

"Os três volumes de Rosa Luxemburgo: textos escolhidos constituem a coletânea mais importante já publicada em português de escritos da socialista nascida numa região polonesa sob ocupação russa", anotam, na apresentação, Gerhard Dilger e Jorge Pereira Filho, da Fundação Rosa Luxemburgo. "Organizados [por] Isabel Loureiro, uma das principais estudiosas do pensamento luxemburguista na América Latina, os textos aqui selecionados apresentam uma formulação teórica comprometida com a causa revolucionária e o espírito democrático radical."

Apresentam-se nos dois primeiros volumes obedecendo à cronologia, desde traduções revisadas de clássicos como “Reforma social ou revolução?”, “Greve de massas, partido e sindicatos”, “A crise da social-democracia” e “A Revolução Russa”, até originais escritos em polonês que nunca antes haviam sido publicados em português, como “Credo” e “O que queremos?”.

Já o terceiro volume dedica-se a examinar as cartas produzidas por Rosa Luxemburgo, nas quais se observam características acentuadamente humanistas e literárias, como nesta passagem, em que a pensadora escreve, da prisão, a uma amiga: “No fundo eu me sinto muito mais em casa num pedacinho de jardim como aqui ou no campo entre as vespas e a relva do que num congresso do partido. Para você posso dizer tudo isso sem preocupação: você não vai farejar logo uma traição ao socialismo. Você sabe que eu, apesar de tudo, espero morrer a postos: numa batalha urbana ou na penitenciária”.   

Se o mundo dual da Guerra Fria ficou para trás e o capitalismo "venceu", o que se apresenta hoje como modelo social e econômico está longe de solucionar múltiplas crises. Entretanto, ao olhar os textos de Rosa Luxemburgo reside, ainda, algo de atual. "Rosa, é claro, não tem as respostas para nossa época", escrevem Gerhard Dilger e Jorge Pereira Filho. "No entanto, para além da mitologia que envolve seu nome, sua produção teórica – amputada e adormecida por décadas pelos dirigentes do “socialismo real” – ainda contém uma potência transformadora capaz de inspirar gerações de inconformados e inconformadas mundo afora."  

Frases e pensamentos de Rosa Luxemburgo

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem."

"Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres."

"A massa não é apenas objeto da ação revolucionária; é sobretudo sujeito."

"A Liberdade é quase sempre, exclusivamente a liberdade de quem pensa diferente de nós."

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