Dia do Agricultor, Dia da Agricultura Familiar

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Dia do Agricultor

Curioso que o Dia do Agricultor seja comemorado no Brasil, desde 1960, em 28 de julho, enquanto que o dia 25 do mesmo mês marca o Dia Internacional do Agricultor Familiar, tema que foi o foco principal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 2014 (o Ano Internacional da Agricultura Familiar). Há também um Dia do Trabalhador Rural (25 de maio) e um Dia da Agricultura (17 de outubro), para não lembrar as muitas subdivisões comemoradas: Dia do Campo, da Avicultura, do Engenheiro Agrônomo etc.

Sinal da complexidade e dos muitos conflitos e contradições que cercam o mundo rural hoje, como o fato da fome ser atualmente um fenômeno tipicamente rural. Há questões fundamentais na área a serem tratadas: reforma agrária, soberania alimentar, identidade dos camponeses, indústria alimentícia e mercado mundial, heranças agrárias e alternativas de produção, alimentos geneticamente modificados, entre outros. 

A Editora Unesp fez uma seleção de títulos que abordam os temas. Todos os livros estão com 20% de desconto até o dia 3 de agosto. Confira abaixo:

Para uma visão panorâmica, desde já, há História das agriculturas no mundo (Páginas: 568, de R$ 82 por R$ 65,60). Do período neolítico até a crise contemporânea, da questão de como e por que o ser humano se tornou agricultor até os picos inesperados de produtividade da agricultura mecanizada do século XX, Marcel Mazoyer e Laurence Roudart narram a epopeia de domesticar plantas e animais de modo a elucidar a estrutura que hoje desrespeita diferentes heranças agrárias e está enraizada na instauração da concorrência. Ao final, propõem uma estratégia mundial capaz de desenvolver a agricultura camponesa pobre e de dar novo impulso à economia.

Focado nos vínculos entre questão agrária e projeto nacional de desenvolvimento no contexto do século XXI,os autores de  As cidades cercam os campos(Páginas: 158, de R$ 34 por R$ 27,20) buscam se enquadrar o mundo "agro" aos estudos de economia política internacional. Trata-se de traçar os caminhos pelos quais a agricultura de países em desenvolvimento, em especial o Brasil, conectou-se com a economia mundial do pós-guerra, questionando como o cenário "desenvolvimentista" dos trinta anos do pós-guerra ou as restrições claramente depressivas e aprofundadoras das desigualdades com os planos de ajuste estrutural. Reginaldo C. Moraes, Maitá de Paula e Silva e Carlos Henrique Goulart Árabe procuram identificar os condicionantes postos por esse processo e suas consequências na ordem social, nos conflitos políticos, nas configurações produtivas.

Cabe nesta discussão também analisar os desdobramentos agrários brasileiros desde a perspectiva dos camponeses. É o que faz Eliane Tomiasi Paulino em Por uma geografia dos camponeses (Páginas: 440, de R$ 76 por R$ 60,80), em que defende que  a criação do campesinato se traduz em uma geografia peculiar, dado o contexto em que as políticas públicas se manifestam ora indo ao encontro, ora se desencontrando das demandas e dos interesses desses trabalhadores, em um movimento marcado por avanços e recuos no processo de territorialização.

problema do caféJá de um ponto de vista econômico, há o trabalho de Antônio Delfim Netto, um dos maiores nomes da área no século XX. O problema do café no Brasil (Páginas: 288, de R$ 60 por R$ 48) não trata de abordar uma História da Agricultura Brasileira, tampouco desenvolver um projeto de pesquisa, de curto prazo, capaz de trazer uma resposta definitiva para os variados problemas que envolvem o conhecimento da evolução agrícola no Brasil em suas múltiplas e, por vezes, desconcertantes facetas; em virtude da complexidade, este volume inaugura uma série tratando do problema do café, pela relevância do tema no contexto da evolução geral do Brasil. 

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Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp