Memória do Holocausto deve servir para os horrores jamais se repetirem

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Chegada de prisioneiros ao campo de Auschwitz, em maio de 1944 (Foto: Arquivo Federal Alemão/Wikipédia)

Em tempos de ressurgimento de movimentos de neonazistas por todo o globo e o aumento da intolerância de forma generalizada, é preciso olhar para o passado e ver que lições podem ser aprendidas com ele. O assassinato em massa de milhões de judeus e outras minorias pelos nazistas no curso da Segunda Guerra Mundial lembra a todos disso. 

O esforço de lembrança se traduz pela escolha do dia 27 de janeiro como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído em 2005 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A data faz referência ao 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas libertaram, na Polônia, Auschwitz-Birkenau, o maior dos campos de extermínio criados pelos nazistas.

Com os sobreviventes desses horrores envelhecendo e morrendo, há o perigo de apagamento da história, sobretudo para os mais jovens. Por isso, em memória às vítimas e sobrevivente dos campos de concentração, promover a lembrança da barbárie perpetrada pelos nazistas - para que ela jamais se repita -, a Editora Unesp faz uma seleção de títulos que abordam direta ou indiretamente o tema.

Os livros estão com 25% de desconto até 10 de fevereiro. Veja abaixo: 

A assimetria e a vida
Autor: Primo Levi | Organizador: Marco Belpoliti  Páginas: 304 | De R$ 62,00 por R$ 46,50

Nos artigos e ensaios aqui reunidos, Primo Levi discute o significado do campo de concentração, comparando-o a algo que simultaneamente é e não é humano. Na primeira parte, o pensador italiano busca explicar o enigma Auschwitz, do qual foi um dos sobreviventes, e seus desdobramentos no pós-guerra. Na segunda, apresenta textos especulativos sobre temas científicos, históricos e literários. 

O ofício alheio
Autor: Primo Levi |  Páginas: 289 | De R$ 62,00 por R$ 46,50

Em textos publicados esparsamente entre 1964 e 1984, o químico, escritor e testemunha do Holocausto Primo Levi faz “incursões nos ofícios alheios, caça ilegal em zonas proibidas”, transitando pela zoologia, astronomia, a literatura e pelas ciências naturais. Revelando-se o mais caprichoso dos botânicos, dos zoólogos e dos linguistas, também fala dos autores que lhe são caros, explica-nos por que escreve e reflete sobre a ligação entre o mundo natural e o cultural. E termina por nos oferecer uma forma oblíqua – mas preciosa – de autobiografia. Com prefácio de Italo Calvino e nota biográfica de Ernesto Ferrero.

Depois de 1945: Latência como origem do presente
Autor: Hans Ulrich Gumbrecht |  Páginas: 360 | De R$ 58,00 por R$ 43,50

Combina um relato autobiográfico ao sobrevoo sobre a história alemã e a história global após a Segunda Guerra Mundial, oferecendo reflexões perspicazes sobre Samuel Beckett e Paul Celan, uma exegese detalhada do pensamento de Martin Heidegger e Jean Paul Sartre e análises insuspeitadas sobre fenômenos culturais que vão de Edith Piaf até o Relatório Kinsey. 

Os anos de chumbo: Economia e política internacional no entreguerras
Autor: Frederico Mazzucchelli | Páginas: 432 | De R$ 79,00 por R$ 59,25

Este livro reúne nove ensaios sobre a economia e a política internacional durante o período que se estende da hegemonia inglesa no século XIX até a eclosão da Segunda Guerra Mundial. A Primeira Guerra Mundial, a emergência dos Estados Unidos como nação líder, a ressurreição e a falência do padrão-ouro, a emergência do comunismo no plano internacional, a incorporação das massas ao cenário político, os desencontros que se sucederam ao Tratado de Versailles, os percalços e as contradições que conduziram à emergência do nazismo, as contínuas mudanças de rota da França no entreguerras, o triunfal regresso e o súbito abandono da Inglaterra aos cânones da ortodoxia, a prosperidade americana dos roaring twenties, a Grande Depressão, as políticas de recuperação de Roosevelt e Hitler e os caminhos que levaram à eclosão do segundo conflito mundial, são alguns dos temas aqui tratados.

Ensaios sobre psicologia social e psicanálise
Autor: Theodor W. Adorno | Páginas: 240 | De R$ 60,00 por R$ 45,00

A relação entre Adorno e a psicanálise sempre foi um eixo maior de sua experiência intelectual. Sua perspectiva materialista e suas estratégias de crítica social são incompreensíveis se não levarmos em conta o que Freud lhe revelou a respeito da gênese do Eu e da estrutura pulsional da vida social. Neste volume, o leitor encontrará os textos de Adorno dedicados à construção de uma crítica social psicanaliticamente orientada. Em vários momentos, um modelo de crítica da razão como análise de patologias sociais se apresenta para permitir a compreensão mais precisa de fenômenos como o fascismo, a personalidade autoritária e os impactos psíquicos do capitalismo.

Anti-semitismo e nacionalismo, negacionismo e memória
Autor: Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus | Páginas: 248 | De R$ 42,00 por R$ 31,50

O intuito deste livro é analisar a trajetória e as propostas da Revisão Editora, desde sua fundação, em 1987 até o ano de 2003 . A empresa, sediada em Porto Alegre, pertence a Siegfried Ellwanger, descendente de imigrantes alemães, que adotou o pseudônimo de S. E. Castan.Logo no início, a Revisão divulgou propostas que contestavam a existência do Holocausto, o que a aproximou do movimento denominado revisionismo histórico. Com número não desprezível de adeptos nos EUA e Europa, o movimento propõe rever os acontecimentos da Segunda Guerra. Tal movimento, nos meios acadêmicos, é denominado negacionista, pois, analisando-o detalhadamente, nota-se que a principal característica de seus adeptos é a defesa do anti-semitismo e a negação do Holocausto. Neste contexto a Revisão é tida como o principal pólo divulgador das propostas negacionistas no Brasil.

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp
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