Natal, festas e tradições

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

As festas de final de ano se aproximam. Vários títulos da Editora Unesp abordam temas como o cristianismo, seus ícones e a Bíblia. Alguns trazem dicas gastronômicas e discutem o prazer à mesa. Outros, ainda, refletem sobre o significado de termos como felicidade e esperança, que sempre se almejam na virada do ano. 

Em Figuras de Deus: a Bíblia na Arte (200 páginas, R$ 69), por exemplo, Dominique Ponnau apresenta Deus, e sua encarnação em Jesus Cristo, segundo a Bíblia, dando ênfase a suas representações nas artes plásticas. A autora recolhe exemplos de pinturas, gravuras ou esculturas que retratam cada episódio marcante da vida do Cristo, sem se ater a determinado período ou movimento artístico. Assim, o leitor tem a oportunidade de meditar sobre reproduções de obras medievais, clássicas, barrocas, impressionistas e expressionistas.

Com O Ícone: uma escola do olhar (160 páginas, R$ 96), Jean-Yves Leloup mostra que, ao lado das leituras estéticas, teológicas, litúrgicas, tradicionais, uma leitura antropológica é possível. Tais “leituras de ícones” têm como objetivo não somente fazer com que conheçamos melhor as tradições nas quais eles foram concebidos, mas também nos iniciar na prática visionária que os inspirou.

Já em A vida em Jesus Cristo: segundo Nicolau Cabasilas e Santo Tomás de Aquino (88 páginas, R$ 23), o mesmo autor, considerado um dos mais importantes pensadores do cristianismo da atualidade -, reúne partes de diálogos que teve com o padre Alex Cestas Rzewski, no mosteiro de Notre Dame, comparando pensamentos do teólogo Nicolau Cabasilas e Santo Tomás de Aquino sobre o sentido da vida, a liberdade, o batismo e o sacramento.

Uma abordagem do aspecto literário do texto bíblico é apresentada no Guia literário da Bíblia (723 páginas, R$ 135), organizado por Robert Arter e Frank Kermode. Os ensaios que o compõem situam os diversos livros bíblicos em seu contexto, avaliam suas implicações e precedentes históricosociais, além de expor suas característicase estruturas temático-formais. Dessa forma, o texto bíblico é apresentado em toda sua riqueza literária.

Em História natural da religião (160 páginas, R$ 34), o percurso de David Hume o leva ao entendimento de que “o bem e o mal se misturam e se confundem universalmente, assim como a felicidade e a miséria, a sabedoria e a loucura, a virtude e o vício”. Por esse ângulo, a religião estaria associada a princípios sublimes, ao mesmo tempo que dá ensejo a práticas vis. Uma conclusão audaz para a sua época e dramaticamente corroborada pelo cenário contemporâneo.

O catálogo da Editora Unesp conta ainda com obras fundamentais para o Cristianismo como Da liberdade do cristão (128 páginas, R$ 32). Bilíngue em português e alemão, os quatro textos clássicos que compõem esse livro mostram como Martinho Lutero (1483-1546) modificou a língua, o imaginário e os valores do cristianismo. Escrito na segunda década do século XVI, o livro abriu novos caminhos para as formas do pensamento moderno.

João Calvino apresenta em A instituição da religião cristã - Tomo 1 (508 páginas, R$ 98) dois livros de um total de quatro. O primeiro traz capítulos que abordam desde a criação do homem, passando pela idolatria a outros deuses e ainda as Escrituras como guia para uma vida em Deus. O segundo trata de assuntos como as diferenças e semelhanças entre o antigo e o novo testamento, e o papel de Cristo como Redentor.

Já no Tomo 2 (904 páginas, R$ 138), Calvino trata da ação misteriosa do Espírito e reflete sobre temascomo a ressurreição final, a vida do homem cristão, a justificação pela fé, a liberdade cristã, sacramento, batismo e missa papal. Também faz uma distinção entre o que seria a verdadeira e a falsa igreja, refletindo sobre a questão do poder civil.

Prazer à mesa

Em Comer e beber como Deus manda (368 páginas, R$ 74), o assunto é esse mesmo: o prazer à mesa. O médico Sergio de Paula Santos encontrou no vinho uma porta para o mundo da gastronomia, tornando-se um dos mais respeitados enólogos do país.  Neste livro ele discorre, em uma série de artigos, sobre assuntos que envolvem o ato de comer e outros temas relacionados. 

Já com Comer: necessidade, desejo, obsessão (192 páginas, R$ 30), Paolo Rossi explora as inúmeras nuances que o verbo assumiu na história da humanidade. O autor faz aqui uma reflexão sobre o tema alimentação para demonstrar que o simples ato de comer está muito mais carregado de significados, culturais e antropológicos, do que se pode imaginar quando se pensa em assuntos como dietas saudáveis, desnutrição e gastronomia.

Outra dica é São Paulo: memória e sabor (120 páginas, R$ 78), de Rosa Belluzzo, que demonstra como as fusões, associações e confluências de temperos, alimentos, modos de preparo, apresentação e utensílios associados definiram pratos que, em mais de quatrocentos anos, estão fortemente identificados com a cidade e a região.

Da mesma autora, vale conferir Arte da cozinha brasileira (352 páginas, R$ 80), um dicionáriosingular sobre a culinária nacional que reúne cerca de dois mil verbetes com definições diretas e sucintas, relatando uma ou outra curiosidade, sem fatigar o leitor com referências numerosas. A obra, desenvolvida em parceria com Leonardo Arroyo, ganhou o " Prix de la Littérature Gastronomique 2015", outorgado pelas Academias Internacional e Brasileira de Gastronomia.

Para 2017

Embora a felicidade seja baseada nas percepções subjetivas que cada pessoa tem de sua própria situação, compreender esse conceito é importante para a elaboração de políticas públicas nas sociedades modernas. Bent Greve explora na obra Felicidade (224 páginas, R$ 34) as diversas noções do termo e as maneiras como são utilizadas em Economia, Sociologia, Psicologia e nas ciências políticas.

Desde sempre a Filosofia estuda o chamado “destino da civilização”, discutindo quando e como nossos problemas começaram e onde estaria nosso fim inevitável. Com Esperanças (120 páginas, R$ 26), Paolo Rossi, ilustre historiador das ideias, trata da ausência de esperança e da falência das previsões catastróficas, mas também da “esperança sem limite”, dos paraísos imaginários e do mito do novo homem. 

Epicuro de Samos discorre em Carta sobre a felicidade (a Meneceu) (56 páginas, R$ 10) sobre o valor da filosofia na conquista da felicidade. Ele adverte que nunca se é jovem ou velho demais para se dedicar a ela e sustenta que tal realização só é possível por meio da filosofia. “Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz.”

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp