Natal, festas e tradições

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

A Natividade Mística, de Sandro Botticelli (1500-1501). Galeria Nacional de Londres

As festas de final de ano se aproximam. Vários títulos da Editora Unesp abordam temas como o cristianismo, seus ícones e a Bíblia. Alguns trazem dicas gastronômicas e discutem o prazer à mesa. Outros, ainda, refletem sobre o significado de termos como felicidade e esperança, que sempre se almejam na virada do ano. 

Em Figuras de Deus: a Bíblia na Arte, por exemplo, Dominique Ponnau apresenta Deus, e sua encarnação em Jesus Cristo, segundo a Bíblia, dando ênfase a suas representações nas artes plásticas. A autora recolhe exemplos de pinturas, gravuras ou esculturas que retratam cada episódio marcante da vida do Cristo, sem se ater a determinado período ou movimento artístico. Assim, o leitor tem a oportunidade de meditar sobre reproduções de obras medievais, clássicas, barrocas, impressionistas e expressionistas.

Já em A vida em Jesus Cristo: segundo Nicolau Cabasilas e Santo Tomás de Aquino, o mesmo autor, considerado um dos mais importantes pensadores do cristianismo da atualidade -, reúne partes de diálogos que teve com o padre Alex Cestas Rzewski, no mosteiro de Notre Dame, comparando pensamentos do teólogo Nicolau Cabasilas e Santo Tomás de Aquino sobre o sentido da vida, a liberdade, o batismo e o sacramento.

Uma abordagem do aspecto literário do texto bíblico é apresentada no Guia literário da Bíblia, organizado por Robert Arter e Frank Kermode. Os ensaios que o compõem situam os diversos livros bíblicos em seu contexto, avaliam suas implicações e precedentes históricosociais, além de expor suas característicase estruturas temático-formais. Dessa forma, o texto bíblico é apresentado em toda sua riqueza literária.

Em História natural da religião, o percurso de David Hume o leva ao entendimento de que “o bem e o mal se misturam e se confundem universalmente, assim como a felicidade e a miséria, a sabedoria e a loucura, a virtude e o vício”. Por esse ângulo, a religião estaria associada a princípios sublimes, ao mesmo tempo que dá ensejo a práticas vis. Uma conclusão audaz para a sua época e dramaticamente corroborada pelo cenário contemporâneo.

O catálogo da Editora Unesp conta ainda com obras fundamentais para o Cristianismo como Da liberdade do cristão. Bilíngue em português e alemão, os quatro textos clássicos que compõem esse livro mostram como Martinho Lutero (1483-1546) modificou a língua, o imaginário e os valores do cristianismo. Escrito na segunda década do século XVI, o livro abriu novos caminhos para as formas do pensamento moderno.

João Calvino apresenta em A instituição da religião cristã - Tomo 1 dois livros de um total de quatro. O primeiro traz capítulos que abordam desde a criação do homem, passando pela idolatria a outros deuses e ainda as Escrituras como guia para uma vida em Deus. O segundo trata de assuntos como as diferenças e semelhanças entre o antigo e o novo testamento, e o papel de Cristo como Redentor.

Já no Tomo 2, Calvino trata da ação misteriosa do Espírito e reflete sobre temas como a ressurreição final, a vida do homem cristão, a justificação pela fé, a liberdade cristã, sacramento, batismo e missa papal. Também faz uma distinção entre o que seria a verdadeira e a falsa igreja, refletindo sobre a questão do poder civil.

Prazer à mesa

Em Comer e beber como Deus manda, o assunto é esse mesmo: o prazer à mesa. O médico Sergio de Paula Santos encontrou no vinho uma porta para o mundo da gastronomia, tornando-se um dos mais respeitados enólogos do país.  Neste livro ele discorre, em uma série de artigos, sobre assuntos que envolvem o ato de comer e outros temas relacionados. 

Já com Comer: necessidade, desejo, obsessão, Paolo Rossi explora as inúmeras nuances que o verbo assumiu na história da humanidade. O autor faz aqui uma reflexão sobre o tema alimentação para demonstrar que o simples ato de comer está muito mais carregado de significados, culturais e antropológicos, do que se pode imaginar quando se pensa em assuntos como dietas saudáveis, desnutrição e gastronomia.

Outra dica é São Paulo: memória e sabor, de Rosa Belluzzo, que demonstra como as fusões, associações e confluências de temperos, alimentos, modos de preparo, apresentação e utensílios associados definiram pratos que, em mais de quatrocentos anos, estão fortemente identificados com a cidade e a região.

Da mesma autora, vale conferir Arte da cozinha brasileira, um dicionáriosingular sobre a culinária nacional que reúne cerca de dois mil verbetes com definições diretas e sucintas, relatando uma ou outra curiosidade, sem fatigar o leitor com referências numerosas. A obra, desenvolvida em parceria com Leonardo Arroyo, ganhou o " Prix de la Littérature Gastronomique 2015", outorgado pelas Academias Internacional e Brasileira de Gastronomia.  

Em Mil e uma noites, mil e uma iguarias - 2ª edição, Rosa Belluzo nos leva a um mergulho nas especiarias, aromas e cores da culinária das Arábias. Muito mais que um livro de receitas, trata-se de uma imersão nesse universo sedutor, em sua história e em seus costumes, tudo entremeado com várias das mil e uma narrativas.

Em Machado de Assis: relíquias culinárias, a partir dos textos de Machado, de comentaristas e de historiadores, Rosa Belluzzo revisita as impressões e os sabores que o escritor experimentou. Com o auxílio de farta iconografia da época e de receitas então apreciadas, a obra avança no conhecimento da história cultural dos tempos machadianos. Assim, permite vislumbrar algo desse período e, no autor genial, o ser humano que partilhou dores e prazeres (inclusive culinários). 

Em Uvas e vinhos, organizado por Roberto da Silva, Ellen Silva Lago-Vanzela e Milla Alves Baffi, são apresentados os conceitos da química, da bioquímica e da microbiologia envolvidos na elaboração de vinhos - desde a matéria-prima até o produto final -, os autores esperam contribuir para a ampliação do conhecimento sobre o tema não apenas no meio acadêmico e técnico como também nos grupos apreciadores da "arte" do vinho.

Para 2020

Embora a felicidade seja baseada nas percepções subjetivas que cada pessoa tem de sua própria situação, compreender esse conceito é importante para a elaboração de políticas públicas nas sociedades modernas. Bent Greve explora na obra Felicidade as diversas noções do termo e as maneiras como são utilizadas em Economia, Sociologia, Psicologia e nas ciências políticas.

Desde sempre a Filosofia estuda o chamado “destino da civilização”, discutindo quando e como nossos problemas começaram e onde estaria nosso fim inevitável. Com Esperanças Paolo Rossi, ilustre historiador das ideias, trata da ausência de esperança e da falência das previsões catastróficas, mas também da “esperança sem limite”, dos paraísos imaginários e do mito do novo homem. 


Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp