O regionalismo brasileiro nos sertões de Guimarães Rosa

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

João Guimarães Rosa integra o time dos grandes nomes que fizeram parte da terceira geração do modernismo. Nasceu em 27 de junho de 1908, no município de Cordisburgo, Minas Gerais. Foi um dos principais representantes do regionalismo brasileiro, ocupando a cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras por apenas três dias, depois de adiar por quatro anos sua posse. Morreu em 19 de novembro de 1967, no mesmo ano em que foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, tendo, deste modo, sua indicação cancelada.

Registrava suas observações, expostas em suas obras, no caminho percorrido até os pacientes. Assim, deu início a redação de seus primeiros contos que, em 1929, participaram de um concurso e garantiram a Rosa quatro publicações ilustradas na revista O Cruzeiro.

Quase todos os contos e romances de Guimarães percorrem o chamado sertão brasileiro e, alguns deles, são analisados em obras da Editora Unesp. Os livros estão com desconto até 27 de junho. Confira:

Guimarães Rosa: Magma e gênese da obra
Autora: Maria Célia Leonel | Páginas: 288 | De R$ 46 por R$ 36,80

Apesar de ter ganho o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras em 1937, Magma, de João Guimarães Rosa, ficou inédito, por vontade do autor, até 1997, quando foi publicado postumamente. Mesmo reconhecendo, como o próprio Rosa, o estatuto de obra menor no terreno da lírica, a autora estuda a importância dos poemas de Magma na germinação da prosa poética do ficcionista, sobretudo de Sagarana.  

Um tema em três tempos 
Autor: Tieko Yamaguchi Miyazaki | Páginas: 258 | De R$ 48 por R$ 38,40

A autora estuda a trajetória de três brasileiros: um sargento, um capataz e um bacharel. São personagens de três obras conhecidas da literatura brasileira, Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro, Uma estória de amor (Festa de Manuelzão), de João Guimarães Rosa, e Bangüê, de José Lins do Rego. A ênfase é dada nas diferentes modulações do núcleo dramático comum, representado pela crise de identidade do herói, provocada por seu desenraizamento.  

O professor e o escrivão
Autor: Carlos Erivany Fantinati | Páginas: 414 | De R$ 60 por R$ 48

A obra de Lima Barreto e a visão do escritor sobre a mulher e o negro; o amor, da perspectiva do personagem Riobaldo, de Guimarães Rosa; o livro Cadeiras proibidas, de Ignácio de Loyola Brandão, segundo um conceito literário surgido ainda na antiguidade; a letra da música Feijão maravilha, de Gonzaguinha, à luz do processo dialético da aprendizagem. Estes são alguns dos vários temas de que Carlos Erivany Fantinati se ocupa nesta obra, sintetizando sua longa carreira acadêmica.  

Guimarães Rosa em tradução 
Autor: Gilca Machado Seidinger | Páginas: 292 | Download gratuito

Neste livro, Gilca Machado Seidinger estuda as relações entre enunciação, enunciado e história na obra Tutaméia, de João Guimarães Rosa, tratando também da versão alemã assinada por Curt Meyer-Clason. Pressupondo que o processo de tradução altera significações originais ou produz novas significações não previstas pelo autor, a autora recorre à narratologia genettiana, bem como à teoria das modalidades da tradução, de Francis Aubert, para examinar as quarenta narrativas do livro. Uma obra importante no campo dos estudos literários, vol­tada para a ficção de Guimarães Rosa, e que aborda, com muita competência, um dos livros mais complexos e menos estudados do autor, levantando, ao mesmo tempo, aspectos relevantes para a análise teórica e para a prática da tradução de textos literários, sobretudo os modernos, que proporiam ao tradutor desafios antes inimagináveis.

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp