Os impactos históricos da Revolução Francesa

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terça-feira, 11 de julho de 2017

A liberdade guiando o povo, de Eugéne Delacroix (1830)

A Tomada da Bastilha, em 14 de julho de 1789, é considerada o marco do início da Revolução Francesa, movimento inspirado nos princípios Iluministas de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Nessa data, a fortaleza e prisão de Paris, que possuía importância estratégica para o absolutismo, foi invadida pelos revolucionários e os presos políticos foram libertados. Pouco tempo depois, em 26 de agosto do mesmo ano, a Assembleia Constituinte aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, baseada na declaração norte-americana.  

Por ocasião da primeira data, em que atualmente se comemora também o Dia da Liberdade de Pensamento, a Editora Unesp elenca alguns títulos de seu catálogo que abordam aquele momento histórico. Todas as obras estão com 20% de desconto na Livraria Unesp, até 17 de julho. Confira a seleção abaixo:  

Enciclopédia ou Dicionário razoado das ciências, das artes e dos ofícios (5 volumes) 
Autores: Denis Diderot, Jean Le Rond d'Alembert | Organizadores: Pedro Paulo Pimenta e Maria das Graças de Souza | De R$ 78 por R$ 62,40 cada volume

Pode-se pensar na Enciclopédia, ou Dicionário razoado das ciências, das artes e dos ofícios como um objeto de desejo intelectual que enriquece qualquer biblioteca. E o tem sido desde junho de 1751, um best-seller longevo e símbolo do saber. Sendo a base do Iluminismo, também se constitui em fonte de consulta valiosa para compreender como o primado da razão e do progresso associado ao trabalho sucedeu ao domínio religioso e monárquico. Mas este monumento da civilização Ocidental é igualmente um documento moderno, que pode servir de inspiração para discutir as formas de organização do conhecimento na Era da informação digital. Foram traduzidos 298 verbetes, abarcando textos de 37 autores, como Diderot, d’Alembert, Jaucourt, Voltaire, Turgot e Rousseau, em um trabalho de seleção que privilegiou não só a qualidade de argumentação, mas também a literária. E das cerca de 600 imagens primorosamente desenhadas da edição original, nesta estão reproduzidas 173. 

Origens culturais da Revolução Francesa
Autor: Roger Chartier | Páginas: 320 | De R$ 58 por R$ 46,40

A proposta deste livro não é oferecer respostas prontas ou explicar a Revolução Francesa. Pelo contrário, trata-se de um ensaio feito para propor questionamentos. Para isso, são revistos numerosos textos de diversos autores em busca de um amplo entendimento do universo mental, cultural e político dos franceses durante o século XVIII. O autor se fundamenta na convicção de que o conhecimento e as formas de obtê-lo mudaram muito nos últimos 50 anos. Alia-se a isso o fato de que as origens da Revolução precisam ser constantemente colocadas sob novas perspectivas. Isso gera uma reflexão diferente, polêmica, criativa e intelectualmente enriquecedora.  

A Revolução Francesa explicada à minha neta
Autor: Michel Vovelle | Páginas: 104 |  De R$ 28 por R$ 22,40

A Revolução Francesa "foi, e continua sendo, a base para uma enorme esperança, a esperança de mudar o mundo, eliminando as injustiças, em nome das luzes da razão e não de um fanatismo cego. Como ela se inscreveu na história num momento determinado da evolução das forças econômicas, sociais e culturais, sabemos que seu êxito teve origem na união das aspirações da burguesia e das classes populares. E, por causa disso, percebe-se bem tudo que fica faltando: a conquista da igualdade pela mulher, a ratificação do fim da escravidão, mas, sobretudo, a eliminação das desigualdades sociais, no momento mesmo em que, ao desferir o golpe derradeiro no feudalismo, ela estabelece as bases sobre as quais irá progredir a sociedade liberal, do século XIX até os dias de hoje."  

A Escola dos Annales (1929-1989) – 2ª edição
Autor: Peter Burke | Páginas: 176 | De R$ 45 por R$ 36

Neste livro, Peter Burke reconstrói criticamente o movimento intelectual associado à revista francesa Annales. Em linguagem ao mesmo tempo direta e rigorosa, o autor distingue as três principais gerações de historiadores que deram perfil e consistência a esta que é considerada a mais importante força de propulsão da chamada “História Nova” – a de Lucien Febvre e Marc Bloch, a de Fernand Braudel e a de Duby, Le Goff e Le Roy Ladurie –, responsável por uma “revolução” na historiografia. Lançado simultaneamente na Inglaterra e no Brasil, A escola dos Annales preenche uma lacuna em nossa bibliografia histórica, fornecendo ao leitor e ao especialista um material de raro valor e utilidade. 

Linguagens e comunidades nos primórdios da Europa Moderna
Autor: Peter Burke | Páginas: 232 | De R$ 50 por R$ 40

Peter Burke investiga alguns dos temas centrais na história das línguas europeias desde a invenção de Gutenberg até a Revolução Francesa. Explora as relações entre língua e comunidades do continente e em outras regiões nas quais estes idiomas eram falados, abarcando o emaranhamento com a política e trabalhando a linguagem como um indicador sensível da mudança cultural. Ao construir uma “história cultural da língua”, destaca suas funções sociais, levando a uma discussão sobre seu exercício na expressão ou construção de uma variedade de relacionamentos sociais, incluindo dominância e subordinação, amizade e fraternidade, tolerância e preconceito, a manutenção e a subversão de uma ordem social, e assim por diante. 

Leituras e leitores na França do Antigo Regime 
Autor: Roger Chartier | Páginas: 395 | De R$ 60 por R$ 48

Esta obra apresenta oito ensaios que constituem uma história cultural em busca de textos, crenças e gestos aptos a caracterizar a cultura popular tal como ela existia na sociedade francesa entre a Idade Média e a Revolução. O intelectual francês mostra que a cultura escrita influencia mesmo aqueles que não produzem ou leem textos, mas interagem com eles. Ao revisitar a chamada Biblioteca Azul, coleção de livros acessíveis vendidos por ambulantes (romances de cavalaria, contos de fada, livros de devoção), além de documentos próprios da chamada "religião popular" e textos sobre temas que se dirigem a um público geral, como a cultura folclórica, o autor enfoca as tênues fronteiras entre a chamada cultura erudita e a popular e mostra como se ligam duas histórias: da leitura e dos objetos de leitura.   

Outras histórias da educação
Autora: Sonia Alem Marrach | Páginas: 272 | De R$ 45 por R$ 36

A educação é abordada aqui como um problema humano, em uma concepção antropológica que vai além da questão escolar ou da organização do ensino. Neste processo, a obra também se constitui em uma crítica ao contexto contemporâneo,em que se verifica a traição aos valores iluministas, com o embate da escola com a mídia transformando o conhecimento em mercadoria.

Voltaire: Voltaire e o Iluminismo 
Autor: John Gray | Páginas: 57 | De R$ 18 por R$ 14,40

Voltaire (1694 - 1778) inquietou o poder na Europa do século XVIII. Mais do que escarnecer, seu intuito era infundir na ignorância a luz da ciência e do intelecto. Mas, à medida que os triunfos do Iluminismo foram sendo postos em xeque, o escárnio voltou-se contra ele. Gray oferece radical reavaliação do fascinante Voltaire, desmistificando o ícone e revelando sua grandeza.   

Voltaire político
Autor: Marco Antônio Lopes | Páginas: 144 | De R$ 32 por R$ 25,60

A obra traça o perfil da relação do grande iluminista Voltaire com a história e com a historiografia. Lopes concilia aspectos inovadores e tradicionais de seu pensamento, propondo que o vejamos como continuador e renovador de um antigo gênero literário (o dos espelhos dos príncipes), ao construir um modelo de príncipe ideal,devotado à boa administração dos negócios 

A escola do homem novo
Autora: Carlota Boto | Páginas: 208 | De R$ 42 por R$ 33,60

Ao retornar aos escritos de Rousseau, Diderot e Voltaire, a autora mostra como no projeto iluminista já estavam presentes questões como as funções do Estado e a estrutura das políticas públicas, reatualizando a discussão sobre o caráter emancipatório dos processos educacionais. 

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp