O médico Kellehear justifica seu interesse no morrer porque ao estudá-lo vemos o reflexo do tipo de pessoa que somos. Ou seja, a conduta no morrer revela as forças sutis, íntimas e desapercebidas em nossa vida cotidiana que moldam nossa identidade e individualidade. Essa experiência, simultaneamente complexa e natural, é investigada em um voo panorâmico de 2 milhões de anos, da alvorada da consciência da mortalidade, na Idade da Pedra, à Era Cosmopolita, identificando e descrevendo os padrões típicos do morrer em cada período, com suas características morais e culturais, tensões e contradições.
É professor de sociologia da Universidade de Bath, Reino Unido.
Os países desenvolvidos estão tentando "chutar a escada" pela qual subiram ao topo, ao impedir que os países em desenvolvimento adotem as políticas e as instituições que eles próprios usaram. Estudo novo e estimulante no qual o autor examina a pressão que o mundo desenvolvido exerce sobre os países em desenvolvimento para que adotem certas políticas e instituições hoje consideradas necessárias ao desenvolvimento econômico, mas que não foram seguidas por eles no passado.
Até mais do que Cuba, a Guatemala serviu de palco à guerra fria no continente. Em outubro de 1944, uma revolução deflagrada a partir de protestos urbanos pôs fim a uma das mais prolongadas e repressivas ditaduras da América, inaugurando uma década de mudanças sem precedentes, inclusive numa ambiciosa reforma agrária. Fortalecida pela iminente vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial, a Revolução de Outubro, como o governo recém-implantado não tardou a ser chamado, foi uma das estrelas mais rutilantes no vasto - posto que frágil - firmamento democrático que se plasmou em toda a América Latina entre 1944 e 1946.
O sociólogo alemão Ulrich Beck verifica, entre outros fatores, como o individualismo exacerbado, vinculado ao capitalismo, ameaça eliminar alguns pressupostos da liberdade, como o potencial de mudança social dos partidos políticos e os sindicatos. A sociologia é uma ciência fascinante por tratar de um universo social em constante mutação, constituído por ricos, pobres, sindicatos, partidos políticos; enfim, uma matéria animada que oferece um desafio permanente de interpretação. A partir dessas relações, o profissional da área desenvolve uma compreensão desse conjunto, verificando, entre outros tópicos, as formas de poder vigentes e o seu dinamismo. Neste livro, o sociólogo alemão Ulrich Beck se debruça sobre a sociedade contemporânea, verificando, entre outros fatores, como o individualismo exacerbado, vinculado ao capitalismo, ameaça eliminar alguns pressupostos da liberdade, deixando, por exemplo, amorfas importantes instituições de mobilização social, como os partidos políticos e os sindicatos.
Capitalismo, socialismo e democracia é o mais famoso livro do teórico austríaco Joseph Schumpeter e a obra que torna seu pensamento inclassificável dentro de correntes econômicas hegemônicas. O autor inicia o texto com um exame crítico do marxismo, dedica-se a um longo elogio analítico do capitalismo, embora preveja razões para seu fim, e investiga as premissas do socialismo e as ligações desse sistema com a democracia. Clássico publicado em diversos países, esta edição ganha nova tradução em português e conta com texto introdutório de Joseph Eugene Stiglitz, economista estadunidense ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2001.
Vasta literatura a respeito das expedições de Colombo, Cortés, Cabral, Pizarro e outros, bem como sobre os processos de invasão e colonização que lhes sobrevieram, foi produzida por intelectuais de todo o mundo, especialmente nas Américas. No entanto, menos conhecida é a rica literatura produzida neste continente pelos próprios povos vencidos, ainda no “calor da hora” da invasão de que foram vítimas. Narrativas e imagens contemporâneas aos célebres relatos dos invasores europeus. Este volume apresenta uma antologia de tais relatos e rica iconografia com ilustrações presentes nos manuscritos originais.