Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia traz reflexões a partir de seleção de livros

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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Data é celebrada em 17 de maio

Há pouco mais de dois anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a criminalização da homofobia no Brasil. Na ocasião, por oito votos a três, os ministros da corte entenderam que ataques homofóbicos podem ser enquadrados na Lei de Racismo, que prevê a tipificação de crimes por discriminação ou preconceito por "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional".

Se os movimentos sociais dedicados à causa LGBTQI+ e a sociedade como um todo, por um lado, podem comemorar, por outro, os desafios ainda são gritantes: em 2019, uma morte motivada por homofobia foi registrada a cada 23 horas, para se ter uma ideia.

Por isso, a celebração do Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia ganha contornos ainda mais relevantes.

A data foi escolhida para marcar o dia 17 de maio de 1990, quando a Organização Mundial da Saúde excluiu a questão da orientação sexual como caso de saúde pública a ser investigada inúmeras vezes por cientistas como distúrbio mental da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. Aí distinguiu-se que a homossexualidade é uma orientação tão sadia quanto a heterossexualidade.

A Editora Unesp selecionou, entre os títulos de seu catálogo, livros que permeiam essa questão ainda tão debatida por diversos âmbitos da sociedade. Os livros estão com 25% de desconto até 24 de maio. Confira aqui a seleção completa e alguns destaques abaixo: 

Além do carnaval: A homossexualidade masculina no Brasil do século XX - 2ª edição
Autor: James N. Green | Páginas: 552 | De R$ 88 por R$ 66

Obra pioneira, Além do carnaval examina a realidade social e cultural da homossexualidade masculina no Brasil ao longo do século XX. James Green questiona a visão estereotipada de que a expressão desinibida e licenciosa do comportamento homossexual durante o carnaval comprova a asserção de que a sociedade brasileira tolera a homossexualidade e a bissexualidade na vida cotidiana. Sustentado por ampla pesquisa e sólida erudição, esta obra traz uma contribuição inestimável a uma área negligenciada da história social brasileira.

A saúde do homem em foco
Autor: Romeu Gomes | Páginas: 96 | De R$ 22 por R$ 16,50

Manter-se informado é um dos primeiros passos para ser saudável. Em uma conversa de homens, também aberta às mulheres, este livro articula ideias sobre cuidados com a saude, enfaqtizando os hábitos a serem cultivados e destacando os que devem ser abandonados. Também discute formas de se prevenir violência entre homens e mulhweres e questões de sexualidade, como disfunção erétil, ejaculação precoce, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, homossexualidade e infertilidade.

História dos homens no Brasil
Organizadoras: Mary Del Priore e Marcia Amantino | Páginas: 416 | De R$ 94 por R$ 70,50

A história dos homens no Brasil não é uma história sem tensões; é uma história composta de conflitos, dominação, subserviência e violência. E também de afetos, coragem, astúcia e negociações.

A transformação da intimidade: Sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas
Autor: Anthony Giddens | Páginas: 228 | De R$ 69 por R$ 51,75

Giddens volta-se aqui às questões provocadas pela revolução sexual. O objetivo é definir os contornos da nova configuração da subjetividade que acompanha essa mudança radical na esfera da sexualidade, uma subjetividade pós-edípica e pós-patriarcal cuja plasticidade é fundamental para a construção de uma noção ampliada de democracia.O masculino e o feminino no epigrama grego

Elegia erótica romana: O amor, a poesia e o Ocidente
Autor: Paul Veyne | Páginas: 344 | De R$ 78 por R$ 58,50

Catulo, Propércio, Tibulo, Ovídio, goliardos da Antiguidade clássica, são recriados nestas páginas através da extraordinária visão de Paul Veyne, que estabelece o vínculo crítico em que o amor e a poesia produzem uma estilização da vida cotidiana e a revestem de brilho e intensidade.

Dicionário crítico do feminismo
Organizadores: Helena Hirata, Françoise Laborie, Hélène Le Doaré e Danièle Senotier | Páginas: 344 | De R$ 72 por R$ 54

O Dicionário crítico do feminismo reúne uma coletânea de rubricas redigidas por especialistas em cada uma das temáticas abordadas. Visa estimular a reflexão sobre a construção social da hierarquia entre os sexos e desenvolver um pensamento crítico feminista que favoreça a emancipação das mulheres e a igualdade na diferença.

Mulheres dos outros: Os viajantes cristãos nas terras a oriente (séculos XIII-XV)
Autora: Susani Silveira Lemos França | Páginas: 240 | De R$ 60 por R$ 45

Este livro inscreve-se em uma perspectiva pouco usual nos estudos sobre as mulheres na história. Susani Silveira Lemos França não se propõe revisitar os documentos produzidos pelos viajantes cristãos em direção ao Oriente, entre os séculos XIII e XV, com a finalidade de desvelar a opressão de gênero ou as desigualdades das relações entre os sexos. Sem tirar o inquestionável mérito das investigações que desnudaram o papel social da mulher ao longo da história, este trabalho tem a particularidade – e nisso está sua principal virtude – de explorar os potenciais dos simbolismos dos sexos em uma perspectiva não essencialista. O objeto principal da obra são justamente as nuances do olhar do homem cristão sobre mulheres observadas de longe, por vezes, até com indiferença. A autora lembra historiadores como Georges Duby e Christiane Klapisch-Zuber, os quais, ao investigarem as mulheres medievais, acabaram por saber mais sobre os homens daquela época, uma vez que eram eles que construíam a narrativa sobre o sexo oposto. Susani Silveira Lemos França acrescenta, porém, uma complexidade nesse entendimento: o que o discurso dos homens cristãos pôde revelar quando tratou das mulheres de terras remotas? A partir de contraposições e paralelos, surge assim uma narrativa que explora os significados dos relatos construídos pelos viajantes sobre mulheres que, embora não lhes fossem próximas, eram descritas a partir do conhecimento daquelas de suas terras. Os relatos analisados cobrem um amplo espectro geográfico – da China ao norte da África, por exemplo – e temporal, mas o que se investiga neles não são suas dessemelhanças, e sim aquilo que os unifica, sua constância: o referencial da mesma fé cristã. Daí que, em Mulheres dos outros, a singularidade de cada relato de viagem importe menos que as recorrências, pois estas compõem uma narrativa dos valores partilhados e das fórmulas bem aceitas no fim da Idade Média.

O corpo feminino em debate 
Organizadoras: Maria Izilda Santos de Matos e Rachel Soihet | Páginas: 224 | De R$ 56 por R$ 42

São recentes as preocupações de diferentes disciplinas e áreas do conhecimento em relação a questões que envolvem o corpo. Esta coletânea de escritos de pesquisadores brasileiros e europeus escolhe o corpo feminino como objeto particular para uma análise aprofundada de suas diferentes representações no discurso médico, legal, religioso, midiático, cotidiano, artístico e literário. Rastreando as concepções sobre o corpo da mulher desde a Grégia antiga, passando pelo Renascimento, até a sensualidade feminina presente nas festas populares do Rio de Janeiro, os onze escritos abarcam séculos de uma história feita de repressão, silêncio e resistência.

Debates feministas: Um intercâmbio filosófico
Autoras: Seyla Benhabib, Judith Butler, Drucilla Cornell e Nancy Fraser | Páginas: 272 | De R$ 59 por R$ 44,25

Este livro é uma conversa entre quatro das principais teóricas feministas da atualidade. Esse intercâmbio foi iniciado em um simpósio sobre feminismo e pós-modernismo, em 1990, na Filadélfia. As palestrantes originais eram Seyla Benhabib e Judith Butler, com Nancy Fraser como mediadora. A escolha deste grupo específico não era acidental: ainda que essas três teóricas tivessem muito em comum – obras bem estabelecidas sobre teoria feminista – elas também eram conhecidas por terem modos diferentes de se relacionar com o mesmo tópico. Esta conjunção de similaridade e diferença, combinada à reputação de cada uma como teórica poderosa, assegurava um debate consequente. Com a confirmação deste resultado, os textos do simpósio foram publicados na revista Praxis International, em 1991. Depois dessa publicação, decidiu-se ampliar a discussão: foram incluídas uma contribuição de Drucilla Cornell e uma resposta de cada uma das integrantes da “gangue das quatro” à palestra original das outras. Posteriormente, tudo foi publicado no livro que agora chega ao público brasileiro.

Dar a vida e cuidar da vida: Feminismo e Ciências Sociais
Autora: Lucila Scavone | Páginas: 208 | De R$ 58 por 43,50

Dar a vida e cuidar da vida mostra a ligação do feminismo com as Ciências Sociais ao enfocar, entre outros tópicos, a emergência das questões feministas e o conceito de saúde reprodutiva na Sociologia. Além desses temas, são verificadas abordagens voltadas para diferenças ou desigualdades em assuntos como maternidade, contracepção, aborto, tecnologias reprodutivas e cuidados com a saúde.

Ao sul do corpo: Condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil Colônia – 2ª edição
Autora: Mary Del Priore | Páginas: 304 | De R$ 66 por R$ 49,50

Baseada em documentos do século XVI ao XVIII, a autora resgata personagens e situações anônimas para contar a história da mulher no período colonial. E revela as marcas deixadas pela diferença de gênero que ainda hoje fazem parte do imaginário brasileiro, como o estereótipo da santa-mãezinha provedora, piedosa, dedicada e assexuada, arquétipo que ainda hoje permanece vivo.

História do corpo no Brasil
Organizadoras: Mary Del Priore e Marcia Amantino | Páginas: 568 | De R$ 99 por R$ 74,25

Sempre com a preocupação básica de pensar o corpo humano sob uma perspectiva histórica, este livro traz uma valiosa seleção de textos que, a partir de variadas óticas, abordagens e concepções teóricas, enfocam o corpo ao longo de toda a História do Brasil.


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