Editor, autor e consultor com mais de 40 anos de atuação, docente apresenta ferramentas, prompts, checagem de fontes e boas práticas para equipes editoriais e educacionais
A inteligência artificial generativa já faz parte da rotina de quem produz, revisa, adapta e organiza conteúdos educacionais. Mas, entre ganhos de produtividade e riscos concretos de erro, alucinação, violação de direitos autorais e perda de autoria, o uso dessas ferramentas exige mais do que familiaridade técnica: exige método, repertório crítico e critérios editoriais. É esse o ponto de partida do curso IA na produção de materiais pedagógicos: da teoria à prática, oferecido pela Universidade do Livro.
A formação será ministrada por Carlos Seabra, editor, autor e consultor com mais de 40 anos de atuação nas áreas editorial, educacional e tecnológica. Diretor da Oficina Digital, Seabra foi gerente editorial na Abril Cultural, coordenador técnico-pedagógico na FTD Educação, na divisão de Inovação e Novas Mídias, e diretor de desenvolvimento na Zoom Education. Também coordenou o Programa Informática e Educação do Senac-SP e atuou como pesquisador e coordenador de projetos na Escola do Futuro da USP.
Com essa trajetória na intersecção entre livro, educação e tecnologia, o docente propõe um panorama realista sobre o que a IA pode — e o que não pode — fazer na produção de materiais pedagógicos. O curso será realizado on-line, ao vivo, nos dias 15, 17, 22, 24 e 29 de setembro e 1o e 6 de outubro de 2026, sempre das 19h30 às 21h30.
Ao longo dos encontros, os participantes vão estudar o funcionamento básico da inteligência artificial generativa, incluindo sua lógica estatística, a identificação de padrões e a ausência de significado real nos sistemas. A proposta é compreender por que essas ferramentas “alucinam”, como inventam referências e de que maneira seus resultados devem ser avaliados antes de qualquer uso editorial ou educacional.
A programação também apresenta as principais plataformas disponíveis, como ChatGPT, Claude, Deepseek, Qwen, Gemini, Notebook LM e Perplexity, com foco em seus melhores usos na produção editorial. Entre as aplicações discutidas estão tradução, revisão, resumo, criação de atividades, adaptação de materiais, elaboração de sequências didáticas, geração de listas, tabelas e roteiros, além de brainstorming e leitura crítica preliminar.
Outro eixo importante do curso é a construção de rotinas de segurança editorial. Os participantes serão orientados a desenvolver práticas de checagem de fontes, verificação bibliográfica e atenção a direitos autorais, especialmente no uso de textos, imagens, citações e conteúdos com licenças Creative Commons. O curso também aborda a documentação de prompts e versões, a padronização de arquivos e pastas, a criação de manuais de redação e a elaboração de glossários específicos para projetos editoriais e educacionais.
A formação inclui ainda reflexões sobre os impactos éticos e políticos da IA no trabalho intelectual, discutindo a tensão entre produtividade e qualidade de vida, a uberização do trabalho e o papel insubstituível de editores, professores e profissionais do livro na mediação crítica do conteúdo. A ideia é tratar a IA como ferramenta auxiliar, sem abrir mão do rigor editorial e da autoria humana.
Voltado a editores, preparadores de texto, revisores, coordenadores pedagógicos, professores elaboradores de material didático, designers instrucionais, jornalistas, bibliotecários, gestores de projetos editoriais e demais interessados na aplicação crítica da IA em produtos educativos e editoriais, o curso combina aulas expositivas e dialogadas, demonstrações ao vivo de ferramentas, estudos de caso e exercícios práticos opcionais.
Serviço – Curso: IA na produção de materiais pedagógicos: da teoria à prática
Docente: Carlos Seabra
Datas: 15, 17, 22, 24 e 29 de setembro; 1o e 6 de outubro de 2026
Horário: das 19h30 às 21h30
Modalidade: on-line ao vivo
Carga horária: 14h
Inscrições: até 15 de setembro de 2026, às 15h
Informações e inscrições aqui.
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Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp
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