Na perspectiva de uma história social do crime, este livro investiga as profundas imbricações entre a atividade da imprensa, especialmente da crônica criminal, e seus efeitos sobre o imaginário de uma época.
Muito antes de podcasts de true crime, séries policiais e documentários sobre crimes reais transformarem casos violentos em entretenimento de massa, a Belle Époque já conhecia um fenômeno semelhante.
Em A tinta e o sangue: Narrativas sobre crimes e sociedade na Belle Époque, o historiador francês Dominique Kalifa mostra como, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, jornais, romances policiais e filmes de detetive ajudaram a criar um imaginário coletivo alimentado por assassinatos, investigações, pistas e personagens criminosos.
Ao examinar especialmente os faits divers publicados pela imprensa, o autor investiga como essas narrativas não apenas refletiam medos e obsessões sociais, mas também contribuíam para moldá-los.
Publicado pela Editora Unesp, o livro ajuda a compreender as origens de uma cultura midiática do crime que permanece muito familiar ao público contemporâneo.
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