Este livro examina as conexões profundas entre a rebelião romântica contra a modernidade e a preocupação ecológica com as ameaças modernas à natureza. Seus capítulos lidam com uma ampla variedade de expressões da cultura romântica em diferentes áreas: relatos de viagem, pintura, visões utópicas, estudos culturais, filosofia política e literatura ativista sociopolítica.
Robert Sayre é professor emérito de Inglês e Literatura e Civilização Estadunidense na Universidade Paris-Est, Marne--la-Vallée, França.
Michael Löwy é diretor emérito de pesquisa em Sociologia no Centre Nationalede la Recherche Scientifique (CNRS), Paris, França, e pesquisador da história do marxismo na América Latina.
O reino da liberdade começa com a redução da jornada de trabalho. Esse pensamento de Karl Marx é o mote do presente livro. Neste volume, acompanhamos a história da luta operária pela jornada de oito horas, que teve como resultado uma progressiva redução do tempo de trabalho ao longo de todo o século XX, e entendemos por que essa conquista se encontra ameaçada. Com o alvorecer do século XXI, é o reino da não liberdade que se expande com incrível furor, o que torna premente o retorno dessa pauta para a luta dos trabalhadores de todo o mundo.
O livro divide-se em duas partes. A primeira é dedicada aos modelos de organização propostos por filósofos que, na falta de um termo melhor, costumam ser chamados de “empiristas”, como Hume e Adam Smith, dentre os quais contamos também um materialista, Diderot, e dois naturalistas céticos, Buffon e Daubenton. Esses modelos são elaborados em concomitância a uma crítica da ideia de uma natureza organizada em sistema segundo fins, produto de uma inteligência suprema. Essa crítica tem um impacto profundo, e, pelas mãos de Smith, alcança os domínios da teoria social. A segunda parte acompanha a absorção e tentativa de superação dessa crítica no interior da Filosofia Transcendental de Kant, e propõe a tese de que essa manobra, sem propriamente lograr os resultados esperados por seu autor, contribuiu para a formação de uma ciência dos seres vivos coerente com a Física newtoniana.
Schopenhauer trabalha, nestas preleções, com uma motivação similar à dos filósofos pré-platônicos, vale dizer, o empenho por apreender os elementos constitutivos da natureza, não por mitos, mas no estofo da própria natureza. Dessa perspectiva, sua metafísica da natureza postula uma atividade originária e imemorial [...] que instituiu e atravessa o cosmo.
Os escritos de Johann Wolfgang von Goethe sobre as ciências naturais. Embora seja conhecido principalmente por sua vastíssima obra literária, Goethe foi também, durante mais da metade de sua vida, um dedicado homem de ciências. Este volume traz uma seleção dos escritos de Goethe sobre os mais diversos domínios das ciências naturais, com destaque para morfologia, botânica, anatomia, zoologia, osteologia, geologia, mineralogia e meteorologia.
Paul Feyerabend desafia a hierarquia que coloca a ciência moderna acima do mito e da filosofia. Escrito na mesma época de Contra o método, este livro, publicado postumamente, investiga como a visão de mundo ocidental trocou a riqueza da experiência direta pela rigidez das abstrações conceituais. Com ironia e rigor histórico, o autor revela que o triunfo do racionalismo não foi uma necessidade lógica, mas um processo cultural. É um convite para redescobrir as múltiplas formas de compreender a natureza.