Vivemos sob a ditadura de uma imagem que nega a própria influência. Embora o discurso oficial privilegie o mérito e a competência, a aparência física opera como um filtro silencioso em nossas interações mais básicas. Frédéric Spinhirny analisa neste ensaio o “privilégio do belo” e a consequente marginalização do que escapa aos cânones. Ao expor a hipocrisia de uma sociedade que oculta seus preconceitos estéticos sob o manto da subjetividade, o autor propõe um novo olhar sobre o corpo e a justiça social.
Frédéric Spinhirny é filósofo e diretor hospitalar no Centre Hospitalier Régional Universitairede Tours, com passagens por instituições como o Centre Hospitalier Universitaire de Lyon e oNecker-Enfants Malades em Paris. Sua trajetória une a gestão pública à reflexão intelectual,focando temas que atravessam a filosofia política e o cotidiano social. É autor de diversos ensaios publicados, entre eles Les Caractères aujourd’hui (Éditions Payot).
O que é o mito? É história alterada? É história aumentada? Uma mitomania coletiva? Uma alegoria? O que era o mito para os gregos? […] O sentimento da verdade é muito amplo (abrange facilmente o mito), “verdade” quer dizer muitas coisas e pode até abranger a literatura de ficção.
Catulo, Propércio, Tibulo, Ovídio, goliardos da Antiguidade clássica, são recriados nestas páginas através da extraordinária visão de Paul Veyne, que estabelece o vínculo crítico em que o amor e a poesia produzem uma estilização da vida cotidiana e a revestem de brilho e intensidade.
Ler Marx discute os aspectos políticos, filosóficos e econômicos do pensamento de Karl Marx. Ao longo dessa caminhada, os autores revisitam os originais do pensador alemão e destacam a vitalidade de suas ideias neste início de século XXI.
Neste livro, Jacques Rancière propõe uma poética do saber: um estudo do conjunto dos procedimentos literários pelos quais um discurso se subtrai da literatura, dá a si mesmo um status de ciência e significa-o. A poética do saber se interessa pelas regras segundo as quais um saber se escreve e se lê como um discurso específico. Ela procurar definir o modo de verdade ao qual ele se destina.
Desde que existe, o homem prevê, afirma o historiador francês. Apesar de universal, a predição adquire diferentes formas ao longo da história da humanidade, passando por adivinhações, profecias, astrologias, utopias e futurologias. Ela não é neutra ou passiva. Corresponde a uma intenção, um desejo ou um temor. Sua importância não é a exatidão, mas seu papel de terapia social ou individual e o reflexo no presente. Nesse sentido, a revela a mentalidade e a cultura de uma sociedade. Ao fazer sua história, o autor busca contribuir para a história das civilizações, analisando seus desdobramentos na religião e na política.