Esta obra, que reúne a correspondência ativa e passiva de Euclides da Cunha, é resultado de uma pesquisa empreendida por Leopoldo M. Bernucci e Felipe Pereira Rissato durante quase duas décadas, em arquivos no Brasil e no exterior. O volume apresenta 1.608 missivas escritas e recebidas pelo autor entre 1883 e 1909, incluindo um conjunto de 918 cartas inéditas que ampliam significativamente o conhecimento sobre sua trajetória. Ao organizar as mensagens enviadas e recebidas em um único corpo de texto, a edição recupera o diálogo direto de Euclides com seus contemporâneos, expondo a rede de interlocuções que sustentou sua vida intelectual e pública. O leitor encontra nestas páginas o registro das tensões entre a rotina exaustiva da engenharia e a dedicação minuciosa à literatura. O conjunto documental ilumina os bastidores de obras fundamentais, as dificuldades das expedições por regiões remotas e os dilemas políticos do Brasil durante a transição entre o Império e a República. Além de constituir um Mais do que um subsídio biográfico, o acervo preserva a força do estilo euclidiano em diferentes registros, transitando da formalidade dos cargos públicos à intimidade das amizades sinceras. Este compêndio fixa um panorama completo da produção epistolar de um dos maiores intérpretes do país, oferecendo um retrato fiel de suas preocupações humanas e de seu tempo histórico.
Euclides da Cunha (1866-1909) foi escritor, jornalista, professor e poeta. Sua obra mais conhecida é Os sertões, resultado do trabalho de correspondente para o jornal O Estado de S. Paulo na Revolta de Canudos, no sertão da Bahia.
É professor titular de estudos latino-americanos na Universidade da Califórnia, em Davis. Foi professor visitante na USP e também lecionou nas universidades de Yale, do Colorado e do Texas (EUA). É autor de Historia de un malentendido (Peter Lang), A imitação dos sentidos (Edusp), e organizador de Discurso, ciência e controvérsia em Euclides da Cunha (Edusp), entre outros livros.
Pesquisador independente, publicitário de formação e técnico bancário (CEF). Atua em pesquisas relacionadas aos escritores Euclides da Cunha e Machado de Assis, focando em levantamentos de textos desconhecidos (nunca publicados em livro ou inteiramente inéditos) e de iconografia fotográfica. De Euclides, decifrou o primeiro pseudônimo utilizado pelo escritor: Ícaro, esquecido por mais de 130 anos em obras publicadas em ainda em 1883, aos 17 anos de idade. De Machado, descobriu uma crônica anônima, publicada em 1860, aos 21 anos de idade, na qual o escritor lamenta a perda da mãe. É autor de "Iconografia de Euclides da Cunha" (Instituto Memória).
Após cem anos da morte de Euclides da Cunha, o leitor tem pela primeira vez acesso ao conjunto integral de seu acervo poético. Quem já conhece a arte maior de sua prosa encontrará aqui o complemento ideal para a melhor compreensão da obra e do pensamento desse intelectual ímpar. Mas os versos também falam por si, e seus méritos decorrem da contribuição que acrescentam à história da cultura brasileira, da literatura, da crítica e da poesia.
Com o presente volume, que inaugura a série de inéditos em prosa de Euclides da Cunha, os leitores terão acesso a um número significativo de ensaios do autor, cuja produção se inicia em 1883, quando ele tinha apenas 17 anos, e termina em 1909, ano de sua morte. Trata-se de um total de 31 composições de Euclides que, em seu conjunto, reforçam a vertente ensaística de sua admirável escritura e que ficou consolidada definitivamente em Os sertões.
À margem da história, um dos luminares da obra euclidiana, representa um exercício intelectual de caráter não somente transamazônico, mas transnacional, em cujo percurso o autor mapeia a exuberância natural e o contrastante depauperamento humano que dominam a paisagem das profundezas do Brasil.
Nascida em 25 de julho de 1908, em Roma, e falecida em 19 de agosto de 2000, em Montevidéu, Luce Fabbri agitou a bandeira anarquista ao longo do século em dois continentes. A partir dos depoimentos da própria Luce Fabbri e de seus diversos textos - livros, folhetos, artigos de jornal e revista -, a historiadora Margareth Rago, professora da Universidade Estadual de Campinas e especialista em história do feminismo e do movimento anarquista, relata a vida fascinante dessa mulher que foi educadora do ensino secundário, professora da Universidade da República do Uruguai, escritora e poeta. Crítica feroz do stalinismo, Luce lutou contra o fascismo italiano e as ditaduras latino-americanas. Trata-se de um ponto de vista feminino sobre as experiências que compõem a história do anarquismo entre Itália, França, Suíça e América Latina.
Uma seleção criteriosa de cartas de Darwin, feita por um dos mais respeitados especialistas na matéria. O objetivo da coletânea não é simplesmente o de fornecer elementos biográficos sobre o naturalista inglês, mas sim o de dar ao público um importante escorço para a discussão dos mais significativos aspectos do pensamento darwiniano.