Brasileiros homenageados no Novo Almanaque de Lembranças
Este volume da Coleção Brasil reúne dezenove artigos dedicados a figuras ilustres do Brasil com os respectivos retratos, que foram publicados na "seção inicial" do Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro. A transcrição atualizada desses "elogios" é acompanhada por notas explicativas e por um breve comentário de cada um deles. Redigidas por especialistas, tais análises não abarcam por completo a personalidade distinguida na seção, centrando a atenção no texto que lhe foi consagrado. Seu objetivo foi indicar os aspectos que os autores dos "elogios" escolheram destacar, o que fornece indícios sobre as características da publicação e do leitor imaginado pelas autorias.
Vania Pinheiro Chaves possui graduação em Abi - Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969), mestrado em Letras (1985) e doutorado em Letras pela Universidade de Lisboa(1990). Atualmente é professora associada aposentada da Universidade de Lisboa.
Tania Regina de Luca é mestre e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo. É professora titular dos cursos de graduação e pós-graduação em História da Universidade Estadual Paulista, câmpus Assis, e pesquisadora do CNPq. Desenvolve pesquisas a respeito da história da imprensa. Atua principalmente nos seguintes temas: historiografia, história social da cultura, história da imprensa, história dos intelectuais, construção dos discursos em torno da nação e do nacionalismo. Publicou pela Editora Unesp A Revista do Brasil – Um diagnóstico para a (N)ação; Leituras, projetos e (re)vista(s) do Brasil (1916-1944); e A Ilustração (1884-1892), entre outras obras.
O objetivo de Ventres livres? Gênero, maternidade e legislação é explorar, pela perspectiva do gênero, da raça e da liberdade, aspectos múltiplos e complexos da escravidão de mulheres no processo de emancipação, tanto no Brasil como em outras sociedades escravistas atlânticas, centrando especialmente nossa problemática em questões vinculadas às violências da escravidão e às resistências apresentadas por essas mulheres.
Caio Prado Junior, historiador, geógrafo, filósofo marxista, homem de cultura e de ação, tem, nesta coletânea, sua obra resgatada, revista e analisada por numerosos especialistas preocupados em destacar a efetiva contribuição deste intelectual para a cultura brasileira.
O difundido retrato da suposta cordialidade brasileira, ilustrada pelos cenários carnavalescos ou pelo futebol, sistematicamente oculta a violência, latente ou explícita, do preconceito, da exclusão e da repressão sociais. A eficiência com que as elites ocultam essa face brutal de nossa sociedade exige um trabalho de rastreamento, de descobrimento de pistas que revelem o autoritarismo subjacente e forneçam uma interpretação mais justa. Os ensaios que compreendem este livro têm por objetivo justamente levar a cabo essa tarefa ao criticar a imagem e autoimagem da República.
A Máfia permanece por mais de cem anos sob os refletores da imprensa, da política, da economia, dos juristas e dos inquéritos policiais. Um fenômeno aparentemente típico de um universo "tradicional" sobreviveu à modernização e surpreendeu muita gente que imaginava que esse tipo de organização desapareceria quando fosse ouvido o primeiro apito de uma locomotiva nas regiões do desolado interior siciliano. O professor de História Contemporânea, da Universidade de Palermo, e de História dos Partidos Políticos, da Universidade da Catânia, Salvatore Lupo, vem iluminar essa história aparentemente obscura com a publicação do livro História da Máfia, que traz uma análise abrangente da organização. Amplamente documentado, o livro percorre todas as fases desse movimento que tem seu início na Sícilia e hoje opera em grandes vertentes, como a americana e a japonesa.
A Era Vargas reúne ensaios que procuram retratar o contexto e o significado histórico do projeto varguista. Em comum, os textos compartilham a perspectiva de que, se é verdade que a ação pessoal não é o motor da história, em certas ocasiões, sobretudo em momentos de crise de modelo, a ação política assume papel crucial para encaminhar soluções emergenciais e rotas estratégicas para o desenvolvimento nacional.