Roland Barthes e o que se escreve antes de se começar a escrever investiga a formação do pensamento crítico de Roland Barthes, concentrando-se em seus textos da década de 1950, especialmente O grau zero da escritura e Ensaios críticos. A autora demonstra como o marxismo constitui uma linguagem estruturante da crítica barthesiana, influenciando sua concepção de escritura, sua reflexão sobre a relação entre literatura, ideologia e história e sua defesa da responsabilidade da forma. Em diálogo com Sartre, Marx, Brecht, Bourdieu, Leyla Perrone-Moisés e outros intérpretes, o livro propõe uma releitura da recepção de Barthes no Brasil, questionando sua associação exclusiva ao estruturalismo. A obra evidencia que a crítica barthesiana nasce do encontro entre linguagem, história e materialismo, oferecendo uma contribuição original aos estudos de teoria literária e crítica da linguagem.
Fúvia Fernandes Pereira é doutoranda em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis, com pesquisa dedicada à crítica literária, teoria da linguagem e ao pensamento de Roland Barthes. É mestre em Letras pela mesma instituição e desenvolve estudos sobre literatura, teoria literária, marxismo, crítica da linguagem, história das ideias e recepção da obra barthesiana no Brasil. Sua produção acadêmica concentra-se nas relações entre literatura, ideologia, escrita e história, com especial interesse pela crítica francesa contemporânea e pelos fundamentos teóricos da crítica literária.