Da abolição da escravatura aos dias atuais, população negra ainda enfrenta diversos desafios

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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Seleção de livros para pensar as questões da população negra

O dia 13 de maio de 1888 marca um momento histórico do Brasil: após séculos de escravidão, a liberdade da população negra era garantida por um decreto assinado pela princesa Isabel em 1888. A chamada Lei Áurea previa a libertação dos escravos em território brasileiro e a revogação de qualquer lei que fosse contrária a essa medida.

Marcada por movimentos pró e contra o abolicionismo, a decisão consentia a capacidade da escolha e de viver dignamente. Porém, sem auxílio daqueles que legalmente acabaram com a escravidão, essa fração da população iniciou uma nova batalha perante a sociedade: a da aceitação e respeito por aqueles que viam o negro com preconceito.

Hoje, negros ainda ganham menos do que brancos na mesma função e apesar de maioria da população, são sub-representados nas esferas de poder.

Para refletir sobre o longo caminho ainda a ser percorrido nestas questões, a Editora Unesp oferece 25% de desconto em diversos títulos de seu catálogo de 13 a 27 de maio. Veja aqui a seleção completa de títulos e confira abaixo alguns destaques:

A abolição – 9ª edição
Autora: Emília Viotti da Costa | Páginas: 144 | De  R$ 54 por R$ 40,50

Por que o regime escravocrata foi repudiado no Brasil com tanta veemência em 1888, depois de ter sido aceito sem objeções durante séculos? Por que o projeto que decretou seu fim foi encaminhado com tanta urgência? Estas são algumas das questões que Emília Viotti da Costa, uma das maiores historiadoras brasileiras, pretende responder nesta obra, publicada originalmente em 1987. Em linguagem acessível inclusive para o público leigo, a autora apresenta o complexo cenário político, econômico, social e ideológico que levou à abolição no país, enfatizando que, embora tenha sido uma conquista, a libertação dos escravos foi apenas um primeiro passo em direção à emancipação dos negros no Brasil.

Ventres livres? Gênero, maternidade e legislação 
Maria Helena P. T. Machado, Luciana da Cruz Brito, Iamara da Silva Viana e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.) | Páginas: 592 | De R$ 94 por R$ 70,50

O objetivo desta obra é explorar, pela perspectiva do gênero, da raça e da liberdade, aspectos múltiplos e complexos da escravidão de mulheres no processo de emancipação, tanto no Brasil como em outras sociedades escravistas atlânticas, centrando especialmente nossa problemática em questões vinculadas às violências da escravidão e às resistências apresentadas por essas mulheres. 

A paz das senzalas
Autores: Manolo Florentino e José Roberto Góes | Páginas: 211 | De R$ 50 por R$ 37,50

Este esforço de investigação é um capítulo particularmente interessante dos estudos históricos recentes sobre a escravidão, porque contém modulações importantes não apenas no estilo de conceber as relações familiares escravas, mas também de interrogar o passado e reescrever a história. Foi a incorporação de novos tipos de fonte que permitiu conhecer melhor o que, até então, era tido por incompatível com o cativeiro. 

Abolição: Uma história da escravidão e do antiescravismo
Autor: Seymour Drescher | Páginas: 736 | De R$ 148 por R$ 111

Nesta obra clássica e indispensável sobre o tema da escravidão e dos movimentos abolicionistas dos séculos XVIII e XIX, o autor Seymour Drescher analisa o aparente paradoxo da escravidão em plena era do Iluminismo. Ele confronta os fundamentos políticos e sociais do "princípio de liberdade" da Europa Ocidental com o papel pioneiro e decisivo do continente na globalização tanto da escravidão quanto da abolição da escravatura. 

Da senzala à colônia – 5ª edição
Autora: Emília Viotti da Costa | Páginas: 560 | De R$ 102 por R$ 76,50

Neste livro fundamental, a autora demonstra que a abolição dos escravos no Brasil representou apenas uma etapa na liquidação da estrutura colonial, mas golpeou duramente a velha classe senhorial e coroou um processo de transformações que se estendeu por toda a primeira metade do século XIX. Tal processo prenunciava a transição da sociedade senhorial para a empresarial, do trabalho escravo para o assalariado, da monarquia para a República. 

Em costas negras: Uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX)
Autor: Manolo Florentino | Páginas: 312 | De R$ 74 por R$ 55,50

Em costas negras traz uma grande contribuição para a historiografia brasileira. Resultado de uma pesquisa sobre o tráfico atlântico de escravos, este livro retoma a perspectiva econômica e social para entender os complexos processos históricos brasileiros e atlânticos. Utilizando-se de vasta fonte documental – como listagens dos navios negreiros, testamentos e registros eclesiásticos –, Manolo Florentino propõe uma instigante análise do tráfico de africanos para o Rio de Janeiro dos séculos XVIII e XIX, oferecendo novos elementos para compreender a migração compulsória que, por mais de três séculos, representou uma das bases da formação histórica brasileira. 

Etíope resgatado, empenhado, sustentado, corrigido, instruído e libertado
Autor: Manuel Ribeiro Rocha | Páginas: 223 | De R$ 50 por R$ 37,50

“Pode um cristão ser comerciante e senhor de escravos?” Neste livro, publicado em 1758, o padre Manuel Ribeiro Rocha, lusitano radicado em Salvador, procura indicar a “maneira cristã de tratar os escravos”, desde sua compra até sua libertação. Tentava, com a obra, encontrar um caminho conciliatório entre prática ignominiosa da escravidão, sustentáculo da economia colonial, e a pacificação da consciência daqueles que comercializavam e mantinham os cativos. 

Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp
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