Evento internacional promovido pela Unesp discutiu literatura, economia, energia, geopolítica e cultura em três dias de programação no Memorial da América Latina
(Fotos: Diego Moura/Pluricom)
A Universidade Estadual Paulista realizou, entre os dias 13 e 15 de maio, em São Paulo, o Fórum Unesp 50 Anos, encontro internacional que integrou as comemorações do cinquentenário da instituição reunindo pesquisadores, escritores, economistas, cientistas e intelectuais do Brasil e do exterior para discutir os desafios contemporâneos da ciência, da cultura e da sociedade.
Assista à conferência inaugural de Mo Yan a seguir (a matéria continua depois do vídeo):
https://www.youtube.com/watch?v=CEhgXEHhtN0&t=6425s
As demais palestras podem ser assistidas na íntegra aqui.
Debates contemporâneos
Organizado pela Fundação Editora da Unesp (FEU), o evento aconteceu no Memorial da América Latina e promoveu uma programação marcada pelo diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, abordando temas como literatura, relações internacionais, energia, economia, geopolítica, diversidade cultural e o papel da universidade pública no século XXI.
A abertura, no dia 13 de maio, foi conduzida pelo escritor chinês e Prêmio Nobel de Literatura Mo Yan, que refletiu sobre o papel da narrativa na construção das identidades contemporâneas. Ainda no primeiro dia, o Fórum debateu a presença transnacional da língua portuguesa em encontro que reuniu Odete Semedo, José Eduardo Agualusa, Jorge Caldeira e José-Manuel Diogo. Encerrando a programação do dia, a mesa “O Brasil e a Europa: passados, presentes, futuros possíveis” promoveu reflexões sobre memória histórica, democracia e circulação cultural com Lilia Schwarcz, Rui Tavares, Serge Gruzinski e Hélder Sousa Silva.
No segundo dia, 14 de maio, os debates concentraram-se em questões energéticas, literatura contemporânea e relações culturais entre Brasil e China. Pela manhã, a economista Veronika Grimm e o pesquisador francês Jean-Marie Tarascon discutiram os desafios da transição energética global e os cenários futuros para o setor. Em seguida, a mesa “A nova literatura chinesa” apresentou ao público brasileiro os escritores Suonan Kairang e Yang Zhihan, em conversa mediada por Giorgio Sinedino sobre transformações recentes da literatura chinesa contemporânea.
Ainda no dia 14, o Fórum recebeu o lançamento seguido de sessão de autógrafos de A nova literatura chinesa: Lume, com participação de Giorgio Sinedino e dos autores Suonan Kairang e Yang Zhihan. O encontro aproximou leitores brasileiros da produção literária chinesa contemporânea e reforçou o caráter internacional da programação.
A tarde foi dedicada às relações culturais entre Brasil e China, em mesa com Milena Moura e Giorgio Sinedino, seguida pelo encontro “A literatura sem fronteiras – Brasil e China – paralelos e confluências”, que reuniu novamente Mo Yan e Milton Hatoum para discutir aproximações entre experiências literárias, memória e identidade cultural.
O diretor-presidente da Fundação Editora da Unesp, Jézio Gutierre (esquerda), o Prêmio Nobel de Literatura chinês, escritor Mo Yan (centro), e o imortal da Academia Brasileira de Letras, escritor Milton Hatoum
O último dia do Fórum concentrou debates sobre economia internacional, crise geopolítica e guerras culturais. Pela manhã, as mesas sobre o papel do Estado no crescimento econômico reuniram economistas como Deirdre McCloskey, Gabriel Felbermayr, Jan Kregel, Gilberto Tadeu Lima e Nelson Marconi. À tarde, o historiador Serge Gruzinski retornou à programação ao lado de Héctor Luis Saint-Pierre e Ladislau Dowbor para discutir os contornos da crise geopolítica contemporânea.
O encerramento foi marcado pela mesa “Cultura, arte e guerras culturais”, que reuniu os imortais da Academia Brasileira de Letras Ailton Krenak, Ana Maria Machado e Antônio Carlos Secchin em uma reflexão sobre arte, educação e democracia diante dos conflitos culturais contemporâneos.
Para o diretor-presidente da Fundação Editora da Unesp, Jézio Hernani Bomfim Gutierre, o Fórum reafirmou o compromisso da Universidade com a produção e circulação do pensamento crítico. “O Fórum Unesp 50 Anos mostrou a importância da universidade pública como espaço de encontro entre diferentes áreas do conhecimento e diferentes perspectivas do mundo contemporâneo. Reunir convidados nacionais e internacionais em torno de debates tão urgentes foi uma maneira de celebrar nossa trajetória olhando para os desafios do presente e do futuro”, afirma.
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Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp
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