Uma análise comparativa sobre relacionamentos afetivo-sexuais inter-raciais no Brasil e na África do Sul
Razão, “cor” e desejo traz um renovado olhar sobre a complexa questão das relações raciais e sexuais no Brasil, comparando-a com a contrastante experiência sul-africana. Apoiando-se em múltiplos materiais e fontes, a autora coloca no centro da discussão o modo como os relacionamentos afetivo-sexuais inter-raciais se estruturam e são pensados em diferentes sociedades.
Laura Moutinho graduou-se em Ciências Sociais, é mestre em Sociologia e doutora em Anrtropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é professora visitante do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva do Instituto de Medicina Social da UERJ e pesquisadora vinculada ao Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos.
Ao relacionar a música com outras áreas do conhecimento, como a psicologia, a psiquiatria e a antropologia, este livro mostra como o estudo e a prática de música estimulam a memória e a inteligência. O poder da música e o papel que ela já tem e que pode vir a desempenhar na vida de todos nós é o tema deste livro. Ele busca sensibilizar os educadores para a necessidade da linguagem musical no processo educacional formal e informal, despertando a conscientização das possibilidades da música para favorecer o bem-estar e o crescimento das potencialidades dos alunos, já que ela fala diretamente ao corpo, à mente e às emoções. Muito mais do que uma experiência somente estética, a música é concebida como uma experiência fisiológica, psicológica e mental, um universo que conjuga expressão de sentimentos, ideias, valores culturais e ideologias, além de propiciar a comunicação do indivíduo consigo mesmo e com o meio que o circunda.
Neste livro, o autor transita do estudo de populações tribais e suas relações com as sociedades nacionais circundantes para o estudo de antropologias “nacionais” existentes em sociedades complexas e industrializadas. Seu principal interesse está nas interações entre essas antropologias nacionais e as antropologias “centrais” ou “metropolitanas”, nas quais as primeiras ocupam uma posição periférica. É como se passasse da etnografia de culturas tribais para a investigação das “culturas antropológicas” ou das tribos indígenas para as “tribos” de antropólogos. O resultado é um trabalho original e esclarecedor, empreendido por um dos nomes mais emblemáticos da antropologia brasileira.
Este livro, escrito por uma das maiores historiadoras brasileiras, além de apresentar com maestria uma poderosa síntese do processo da abolição da escravidão, fornece informações precisas e análises cuidadosas que honram o compromisso do historiador de redigir uma história acessível e de alto nível.
Nesta obra, Terry Eagleton se debruça sobre os usos, o significado e as noções de cultura. Mais do que uma busca para desvendar as origens do sentido dado à palavra, ele se propõe a rever seu significado tanto antropológico quanto estético, abarcando o entendimento de cultura em mais de uma vertente. A partir deste apanhado, o autor segue para discutir a crise moderna da ideia de cultura, passando pelos atuais choques culturais e debatendo a dialética da natureza e da cultura. Assim, este título abre a mente do leitor para questões fundamentais do mundo contemporâneo, tais como a homogeneização da cultura de massa, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários.
Por meio da análise crítica de diversos autores, especialmente de língua inglesa, Philippe Poutignat e Jocelyne Streiff-Fenart mostram como a problemática sociológica da etnicidade se constitui historicamente. O trabalho de Fredrik Barth, publicado pela primeira vez em 1969, é um marco e uma referência fundamental para os estudos sobre etnicidade. Barth é responsável pelo deslocamento de uma concepção rígida do grupo étnico para uma concepção flexível e dinâmica, para a qual as divisões étnicas devem estabelecer-se e reproduzir-se de modo permanente. Assim, o texto do antropólogo é verdadeiramente inovador neste campo.