O livro Da Interpretação, de Aristóteles, é um daqueles pequenos textos que conheceram a glória ainda na Antiguidade, seja pelo tema, seja pelo tratamento genial conferido ao seu conteúdo, seja pela concisão, que facilitaria o trabalho de reprodução dos copistas. Trata-se de um texto seminal para os estudos de lógica, especificamente sobre a estruturação lógica da linguagem, e um dos mais conspícuos pontos do diálogo de Aristóteles com o pensamento contemporâneo.
Aristóteles (384 a.C-322 a.C), conhecido como “o estagirita”, por ter nascido em Estagira, na Grécia, pode ser considerado, ao lado de Sócrates e Platão, um dos sustentáculos de todo o pensamento ocidental. Seus estudos envolveram, entre outras áreas, a metafísica, a política, a retórica, a lógica, a biologia e a estruturação da poética.
O livro Da Interpretação, de Aristóteles, é um daqueles pequenos textos que conheceram a glória ainda na Antiguidade, seja pelo tema, seja pelo tratamento genial conferido ao seu conteúdo, seja pela concisão, que facilitaria o trabalho de reprodução dos copistas. Trata-se de um texto seminal para os estudos de lógica, especificamente sobre a estruturação lógica da linguagem, e um dos mais conspícuos pontos do diálogo de Aristóteles com o pensamento contemporâneo.
Para Aristóteles, a filosofia se ocupa de todas as coisas existentes, mesmo não tendo a ciência de cada uma delas. Porém, para fazê-lo, devemos considerar todas as coisas em algum sentido que nos permita estudá-las como um conjunto. Diante desse desafio, o filósofo grego propõe que a multiplicidade de seres, a partir de suas propriedades gerais, pode ser classificada com base em dez conceitos fundamentais – as chamadas categorias. Constituindo a espinha dorsal da filosofia aristotélica, esta obra pavimentou, como paradigma primeiro, o caminho para vasta e variada tradição filosófica, lógica e epistemológica, sobretudo no Ocidente.
“É uma dama que adora se travestir, e cujos diferentes disfarces revelam ora uma parte ora outra, dando a esperança, aos seus admiradores mais assíduos, de que um dia sua pessoa se revele por inteiro.” É assim que Denis Diderot se refere à natureza em Pensamentos sobre a interpretação da natureza, obra em que se lança à desafiadora empreitada de conhecer um pouco essa “dama” – que está em constante mutação –, sem se deixar enganar pelas limitações de nossos sentidos e entendimentos.
Latour proporciona aqui uma audaciosa análise da ciência, demonstrando o quanto o contexto social e o conteúdo técnico são essenciais para o próprio entendimento da atividade científica. Por onde podemos começar um estudo sobre ciência e tecnologia? A escolha de uma porta de entrada depende crucialmente da escolha do momento certo.
Publicada originalmente em 1967, Sem diretriz – Parva Aesthetica é uma coletânea de ensaios que contém parte da crítica cultural produzida por Adorno em sua última década de vida. O volume, concebido como uma espécie de introdução a sua Teoria Estética, apresenta novas reflexões sobre cinema e arte contemporânea, ao lado de considerações específicas sobre o destino da arquitetura funcionalista no pós-guerra e sobre o entendimento então predominante a respeito do barroco. No livro, Adorno reavalia as condições sociais de recepção das obras de arte e insiste na atualidade do conceito de indústria cultural. Também se detém sobre alguns dos fenômenos estéticos mais recentes de sua época – como a imbricação das linguagens artísticas e o happening – a partir da relação sempre conturbada com a tradição. Na reflexão dialética sobre a arte de seu tempo, a crítica cultural aparece a Adorno como necessariamente moderna, evidenciando a profunda afinidade entre arte e pensamento.