Uma introdução à filosofia da educação
Este livro oferece uma oportunidade de renovar o debate sobre o papel da educação pública. Num momento em que os sistemas de ensino buscam conciliar formação técnica e cidadania crítica, os escritos de John Dewey permanecem com uma atualidade impressionante, lembrando-nos que educar para a democracia é, antes de tudo, educar através da democracia.
John Dewey (1859-1952) foi um filósofo, psicólogo e pedagogo norte-americano. Figura central do pragmatismo e um dos fundadores da escola progressista, lecionou nas universidades de Chicago e Columbia. Ao longo de sua prolífica carreira, escreveu extensivamente sobre lógica, ética, estética e democracia, exercendo profunda influência no pensamento filosófico e nas práticas educacionais emtodo o mundo.
Carlota Boto é professora titular da Faculdade de Educação da USP, onde leciona nos cursos de graduação e de pós-graduação. Pedagoga e historiadora, mestre em educação, doutora em história social e livre-docente em educação, é autora do livro "A escola do homem novo" pela Editora UNESP, "A escola primária como rito de passagem", pela Imprensa da Universidade de Coimbra e "A liturgia escolar na Idade Moderna", pela Editora Papirus. É professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.
A atualidade da perspectiva pedagógica do projeto iluminista é o assunto principal do trabalho de Carlota Boto. Trata-se de um retorno às origens da perspectiva educacional do Ocidente moderno, aos escritos de Rousseau, Diderot e Voltaire. A autora mostra como o projeto iluminista já adiantava questões que hoje estão na ordem do dia, como as funções do Estado e a estrutura das políticas públicas, e reatualiza a discussão sobre o caráter emancipatório dos processos educacionais.
A partir da análise do pensamento de três importantes figuras associadas à razão iluminista – os filósofos Condorcet e Rousseau e o estadista Marquês de Pombal –, Carlota Boto elabora uma análise aprofundada de como o ensino público se tornaria, no século XVIII, o veículo responsável por levar a razão, ou o esclarecimento, às massas. A autora investiga como a concepção iluminista de educação, tal qual formulada por Rousseau, deu origem a projetos de instrução pública distintos, ainda que com o mesmo objetivo: os sistemas de ensino francês e português, formulados, respectivamente, por Condorcet e Pombal.
Este livro debruça-se sobre a feminização da profissão de professora, buscando compreender como as pioneiras da profissão (São Paulo – fins do século XIX até a década de 1930) desafiaram as estruturas de desigualdade social e conquistaram um espaço de trabalho que se constitui espaço essencialmente feminino, cruzando definitivamente seus destinos com a Educação.
Dentre os vários assuntos discutidos neste livro, estão os medos na infância, a importância das brincadeiras, as formas de se lidar com o egoísmo infantil, o papel da escola maternal e a relevância da educação sexual. Russell aborda esses e outros aspectos que ainda frequentam a agenda dos debates pedagógicos – como a questão dos castigos físicos, por exemplo – de maneira bastante inovadora para a época e extremamente influente para experimentos educacionais posteriores.
Neste conciso e polêmico livro, Harry Brighouse se propõe a discutir uma questão que aflige pais, educadores e formuladores de políticas públicas: qual deve ser a missão da escola? Sem hesitar, o autor assevera um ponto de vista bem definido e questiona tanto a ideia de que a instituição de ensino deve preparar futuros profissionais para o mercado, quanto o pressuposto de que os professores precisam reafirmar os valores culturais de origem dos estudantes.