Este livro debruça-se sobre a feminização da profissão de professora, buscando compreender como as pioneiras da profissão (São Paulo – fins do século XIX até a década de 1930) desafiaram as estruturas de desigualdade social e conquistaram um espaço de trabalho que se constitui espaço essencialmente feminino, cruzando definitivamente seus destinos com a Educação.
Jane Soares de Almeida, doutora em História e Filosofia da Educação pela Universidade de São Paulo, com especialização pela Universidade de Lisboa, Portugal, e pós-doutorado pela Harvard University, Estados Unidos. É professora na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, câmpus Araraquara (SP). Pesquisadora do CNPq e Fapesp, desenvolve estudos na área de História da Educação e Estudos de Gênero, com ênfase no magistério primário feminino.
Dentre os vários assuntos discutidos neste livro, estão os medos na infância, a importância das brincadeiras, as formas de se lidar com o egoísmo infantil, o papel da escola maternal e a relevância da educação sexual. Russell aborda esses e outros aspectos que ainda frequentam a agenda dos debates pedagógicos – como a questão dos castigos físicos, por exemplo – de maneira bastante inovadora para a época e extremamente influente para experimentos educacionais posteriores.
Neste conciso e polêmico livro, Harry Brighouse se propõe a discutir uma questão que aflige pais, educadores e formuladores de políticas públicas: qual deve ser a missão da escola? Sem hesitar, o autor assevera um ponto de vista bem definido e questiona tanto a ideia de que a instituição de ensino deve preparar futuros profissionais para o mercado, quanto o pressuposto de que os professores precisam reafirmar os valores culturais de origem dos estudantes.
Este livro oferece uma oportunidade de renovar o debate sobre o papel da educação pública. Num momento em que os sistemas de ensino buscam conciliar formação técnica e cidadania crítica, os escritos de John Dewey permanecem com uma atualidade impressionante, lembrando-nos que educar para a democracia é, antes de tudo, educar através da democracia.
Prêmio Abeu 2023: 2º colocado na categoria Tradução Publicado em 1762, Emílio ou Da educação permanece inclassificável: diferindo tanto dos tratados filosóficos quanto dos manuais de pedagogia – com a possibilidade de ser ainda um romance pedagógico –, tornou-se objeto de diversas leituras, sendo possível considerá-la uma obra aberta. Este tratado sobre a natureza da educação e a natureza humana é considerado uma das mais importantes obras de Rousseau, e influenciou grandemente os revolucionários franceses na elaboração de um novo sistema de educação nacional. O livro é dividido em cinco partes: as três primeiras são dedicadas à criança Emílio, a quarta à adolescência, e a quinta a esboçar a educação da garota Sofia e à vida doméstica e cívica de Emílio.
O autor estuda a saúde pública na Primeira República, combinando elementos da história social do período com informações sobre o cotidiano das populações. As ações sanitárias aparecem como estreitamente vinculadas aos processos políticos que caracterizam o Brasil da República Velha. A implantação dos serviços sanitários é vista como dependente do padrão oligárquico e clientelista, vigente tanto no Estado de São Paulo quanto no município.