Desde o fim do século XIX, o tema da irreversibilidade em sistemas macroscópicos tem suscitado uma extensa discussão filosófica e científica. O professor Pereira Júnior retoma essa questão para colocar em pauta as propostas de Boltzmann a esse respeito. Não falta aqui a didática necessária para a clarificação da temática.
É graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Administração de Empresas pela Fundação de Ciências Contábeis e Administrativas Machado Sobrinho. Possui ainda mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Realizou Pós-Doutorado em Ciências do Cérebro e da Cognição no Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, entre 1996 e 1998. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Tem experiência nas áreas de Psicologia Fisiológica (Neurociência Cognitiva e Afetiva), Saúde Mental e Epistemologia. Pela Editora Unesp publicou Irreversibilidade física e ordem temporal na tradição boltzmanniana (1997).
Losurdo sugere uma leitura revolucionária de tópicos da filosofia política e da história da filosofia política. Para ele, o pensamento político de Hegel e, em particular, sua filosofia do direito preconizam e se entrelaçam com a filosofia marxista de maneira geralmente descurada pelos comentadores. Esta perspectiva de análise lança novas luzes para a intelecção dos ideários marxista e hegeliano.
Helena Brandão utiliza aqui a perspectiva da análise do discurso para interpretar o material de propaganda da Petrobrás. As categorias semântico-pragmáticas e discursivas aparecem como chave de análise para os processos de argumentação dos textos e imagens publicitárias. A leitura procura fornecer um princípio metodológico à compreensão da linguagem em publicidade.
Nestes ensaios, inéditos em português, elucida-se a importância de John Stuart Mill para a redefinição dos parâmetros da democracia moderna. Os dois primeiros textos resenham A democracia na América, publicada por Alexis de Tocqueville na década de 1830. Embora faça críticas ao autor francês, Mill não poupa elogios àquele que considera ser o primeiro livro filosófico sobre a democracia. Ao expor o caráter processual das instituições políticas e examinar a junção do governo representativo no nível federal com a participação direta dos cidadãos no âmbito municipal, Tocqueville permite a Mill pensar algo que à época parecia interditado pela filosofia: a representação democrática. O último texto intervém no debate sobre a reforma eleitoral inglesa e defende propostas para democratizar o governo representativo, que, ontem como hoje, tende fortemente à oligarquia. Longe de se limitarem ao século XIX, estes ensaios permanecem úteis para quem busca aproximar a representação política da democracia.
Neste livro de Caroline Mitrovich, a autora realiza a análise de três ensaios fundamentais de Walter Benjamin: Experiência e pobreza, Sobre alguns temas em Baudelaire, Sobre o conceito de história. O propósito por trás dessa avaliação reside em sua tentativa de desvelar as contribuições do filósofo alemão para o campo da Educação. Estas obras de Benjamin contempladas aqui estão centradas nos conceitos de formação cultural e experiência, formulados pelo filósofo como alternativas à ideia de formação pautada na rigidez do saber científico. Caroline Mitrovich reflete sobre como essas concepções contribuem para uma visão que se opõe à hegemonia do pensamento cartesiano e lógico, abrindo mais possibilidades para o processo de formação do indivíduo. Neste estudo denso, o livro busca na filosofia benjaminiana os conceitos para avaliar a Educação.
A ética do discurso pretende reconstruir em termos crítico-normativos o procedimento de acordo com o qual conflitos de ação socialmente relevantes podem encontrar uma solução consensual moralmente justificada com base na autonomia de cada pessoa. Desse modo, a própria ética do discurso pode ser reduzida ao princípio discursivo, segundo o qual só podem pretender validade as normas que encontram (ou poderiam encontrar) o assentimento de todos os concernidos como participantes de um discurso prático.