Este livro reúne dezoito textos escritos por Oswald de Andrade entre 1920 e 1922, publicados no Jornal do Commercio, no Correio Paulistano e na revista A Rajada, e uma entrevista publicada na Gazeta de Notícias – boa parte deles, inédita em livro. Vigorosos exemplares do estilo afiado do autor, permitem que se tenha acesso, um século depois, ao caldo cultural que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922.
José Oswald de Sousa de Andrade (1890-1954), apelidado de Oswald de Andrade, foi um poeta, escritor, ensaísta e dramaturgo brasileiro. Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna que ocorreu em 1922 na cidade de São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo literário brasileiro. Ficou conhecido por seu temperamento "irreverente e combativo".
Gênese Andrade é professora universitária, pesquisadora independente e tradutora. Autora de “Pagu/ Oswald/ Segall” (Museu Lasar Segall; Imprensa Oficial, 2009) e “Vicente do Rego Monteiro” (Publifolha, 2013), entre outros. Organizadora de “Feira das Sextas” (Globo, 2004), “Arte do Centenário e outros escritos” (Editora Unesp, 2022), “El arte del centenario y otros escritos” (Eudeba, 2024), de Oswald de Andrade; “Modernismos 1922-2022”(Companhia das Letras, 2022); “Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade”(IEB-USP; Edusp, 2023); “1923: os modernistas brasileiros em Paris” (Editora Unesp, 2024).
Publicado em 1920, 18 anos depois de Os sertões, de Euclides da Cunha, oferece uma fascinante visão dos diversos episódios que envolvem o beato Antônio Conselheiro, uma das figuras mais controversas da história brasileira em sua ambivalente posição de herói de multidões politicamente reprimidas e/ou de fanático religioso.
Em 1923, Paris foi palco de uma notável presença de artistas modernistas brasileiros, muitos dos quais haviam participado da Semana de Arte Moderna de 1922. Vicente do Rego Monteiro, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret e Villa-Lobos destacaram-se em eventos culturais prestigiados. Entre 1923 e 1924, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet e Emiliano Di Cavalcanti enviaram crônicas ao Brasil, agora reunidas neste volume, que inclui textos inéditos. Além disso, especialistas de diversas áreas oferecem uma visão abrangente da influência brasileira em Paris, explorando a interação com vanguardistas europeus e a consolidação do modernismo.
São Manuel Bueno, mártir traz um dilema existencial: um pároco que esconde a descrença para sustentar a fé de sua comunidade. Tem-se assim o embate entre o valor da verdade, ainda que dura, e a virtude de uma ilusão consoladora. A novela de dom Sandalio, jogador de xadrez, Um pobre homem rico e Uma história de amor completam o volume, explorando temas caros a Unamuno como a identidade, a solidão e a complexa relação entre a ficção e a vida.
Eis aqui um dossiê: a reprodução fac-similar da primeira edição do livro Pau Brasil (1925) e do “Manifesto da Poesia Pau Brasil” (1924), ambos de Oswald de Andrade, seguida de alguns manuscritos e outros documentos que permitem admirar a obra e acompanhar seu processo de criação. O volume é composto de duas partes. A seção “Recortes” reúne a fortuna crítica do livro no calor da hora – mais de cinquenta textos críticos publicados em jornais e revistas (1924 a 1927) –, e a seção “Entre cartas e notas” percorre a correspondência dos modernistas e as notas sociais, dando conta dos périplos do poeta, assim como dos bastidores das polêmicas. À maneira de prefácio e posfácio, dois ensaios da organizadora contemplam a obra, sua recepção e seus desdobramentos ao longo do tempo. Diante deste conjunto, confirmam-se, cem anos depois, as palavras de João Ribeiro: “O sr. Oswald de Andrade com o Pau Brasil marcou definitivamente uma época na poesia nacional”.
Os ensaios de William Hazlitt fascinaram autores das mais diversas épocas e nacionalidades. Suas coletâneas chegaram a ser livros de cabeceira para Robert Louis Stevenson, Virginia Woolf, Aleksandr Púchkin e Domingo Sarmiento. No Brasil, Vinicius de Moraes, Lúcia Miguel Pereira e Eugênio Gomes foram alguns dos célebres admiradores de sua obra. Com uma combinação peculiar de temas imemoriais com a crônica do dia a dia, a afabilidade e a língua ferina, a prosa poética e a linguagem das ruas, os ensaios de Hazlitt, sempre temperados com sua defesa radical da classe operária, são um dos marcos da literatura moderna.